Suspeito de ataque em sinagoga teve família morta por Israel no Líbano, diz mídia

WASHINGTON, 13 MAR (ANSA) – O suspeito que morreu após jogar seu carro, na quinta-feira (12), contra a sinagoga Temple Israel nos arredores de Detroit, em Michigan, nos Estados Unidos, causando um incêndio e levando a uma reação da polícia a tiros, era um cidadão libanês de 41 anos que perdeu a família em um bombardeio israelense em sua terra natal em meio à guerra em curso no Oriente Médio, informa a mídia americana.   

Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna local identificou o agressor como Ayman Mohamad Ghazali, que chegou a Detroit em 2011 com um visto concedido a cônjuges de cidadãos americanos, naturalizando-se em 2016. Ainda segundo a polícia, o veículo usado no incidente também tinha registro no Líbano.   

De acordo com a imprensa, pouco antes de invadir a sinagoga com o carro, Ghazali publicou nas redes sociais uma foto de sua família, que inclui crianças, revelando que todos foram mortos recentemente em um ataque de Israel na cidade de Mashghara, no Líbano.   

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, citou o “antissemitismo” em uma publicação no X, após o ocorrido em Temple Israel.   

“O antissemitismo não conhece limites e nem fronteiras. Israel é atacado porque é um Estado judeu”, escreveu Netanyahu, segundo o qual, a sinagoga em West Bloomfield foi alvo de um atentado “porque é um lugar de culto hebraico”.   

Na reconstituição do caso pelas autoridades, Ghazali “invadiu o prédio [sinagoga], dirigiu pelo corredor e foi confrontado por um segurança”, disse o xerife do condado de Oakland, Michael Bouchard, à imprensa, acrescentando que o agente revidou com tiros.   

“Não podemos dizer o que o [Ghazali] matou [se a batida do veículo ou os tiros]”, explicou o xerife, revelando que o segurança se feriu durante a invasão do carro. (ANSA).