Mundo

Suspeito de ataque em Halle seria ‘alemão branco’

BERLIM, 09 OUT (ANSA) – Um tiroteio deixou pelo menos duas pessoas mortas e outras duas feridas em Halle, no leste da Alemanha, nesta quarta-feira (9).   

Ainda não se sabe os motivos do ataque, que ocorreu perto de uma sinagoga e de uma loja de kebab, distantes 500 metros uma da outra. A Polícia de Halle anunciou no Twitter a prisão de um suspeito, mas não indicou qual teria sido seu papel na ação.   

“Pedimos às pessoas que fiquem em suas casas”, disseram as forças de segurança na rede social. A estação de trem da cidade de 240 mil habitantes foi fechada por precaução. Um vídeo divulgado por uma TV local mostra um homem vestido com capacete e casaco verde escuro disparando detrás de um carro com uma arma de cano longo. Não está claro quais eram seus alvos. O suspeito preso seria um “alemão branco”, de acordo com o jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung.   

Alvos – O tiroteio ocorreu em frente a uma sinagoga no bairro de Paulus, e o tabloide Bild diz que uma bomba caseira foi lançada contra um cemitério hebraico na região, mas essa informação não tem confirmação oficial.   

De acordo com o presidente da Comunidade Hebraica de Halle, Max Privorozki, o agressor disparou “várias vezes contra a porta” da mesquita. “Deus nos protegeu. Tudo durou de cinco a 10 minutos”, acrescentou. O local abrigava uma cerimônia religiosa no momento do ataque.   

Os judeus celebraram nesta quarta o Yom Kippur, o “Dia da Expiação”, uma das datas mais importantes da religião. Uma das vítimas, no entanto, foi morta em um fast food de kebab a 500 metros da sinagoga.   

Uma testemunha entrevistada por uma TV local disse que estava no restaurante quando um homem de capacete e jaqueta militar jogou algo que “parecia uma granada”. Segundo essa mesma pessoa, o agressor atirou na loja pelo menos uma vez. A vítima no restaurante é um homem.   

A outra pessoa morta é uma mulher baleada na frente da sinagoga.   

Nenhum dos dois seria judeu. Steffen Seibert, porta-voz da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, lamentou as “terríveis notícias de Halle”. (ANSA)