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Sul de Israel vive ao ritmo dos disparos de foguetes de Gaza

Sul de Israel vive ao ritmo dos disparos de foguetes de Gaza

Equipe de socorristas na cidade israelense de Ascalon, perto da Faixa de Gaza, em 11 de maio de 2021 - AFP


Os habitantes da cidade israelense de Ashkelon, à qual o movimento islamista palestino Hamas prometeu um “inferno”, viviam nesta terça-feira (11) ao ritmo das sirenes, correndo para os abrigos para se protegerem dos foguetes disparados da Faixa de Gaza.

Os foguetes mataram duas israelenses em Ashkelon nesta terça, uma de 65 anos, e outra, de 40, informaram os socorristas.

Assim como na noite de segunda, hoje os moradores desta cidade costeira correram para os abrigos dezenas de vezes, por causa dos foguetes.

“Por volta das cinco da manhã, fomos acordados pela sirene. Nos escondemos no armário, porque não temos abrigo em casa”, contou Shelly Belayev, que mora em um prédio gravemente danificado por um dos foguetes.

“Houve uma explosão muito forte. Nunca ouvi um barulho desses. Logo me dei conta de que o míssil tinha caído aqui”, acrescentou.

Mais de 100 foguetes disparados do enclave palestino de Gaza, controlado pelo movimento islâmico Hamas, atingiram Ashkelon. Vários foguetes caíram em cinco áreas povoadas, informou a prefeitura.

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Cerca de 30 pessoas, incluindo cinco crianças, ficaram feridas na cidade, de cerca de 150.000 habitantes, relataram os serviços de socorro israelenses.

“Não dormi a noite toda”, diz Anna, não muito distante de uma casa atingida por um foguete.

“Ficamos com medo de novos alertas”, explicou esta israelense de 66 anos.

– “Chega!” –

As cidades israelenses na fronteira com a Faixa de Gaza estão familiarizadas com as sirenes, já que tiroteios entre o Exército israelense e grupos armados palestinos são relativamente frequentes.

A escalada atual, deflagrada na segunda-feira em um contexto de violência em Jerusalém Oriental, é, no entanto, a pior desde pelo menos 2019.

“Já aconteceu antes, mas a gente nunca se acostuma com isso”, desabafa Perla Nahum, de 53 anos, tomada pelo pânico ao ouvir um “estrondo” perto de sua casa pela manhã.

Nesta terça, o braço armado do Hamas alertou que, “se o inimigo (israelense) continuar a bombardear casas de civis”, o movimento transformará Ashkelon em um “inferno”.

As autoridades locais em Gaza relataram mais de 20 mortos, incluindo nove crianças, nos ataques israelenses desde segunda-feira à noite.

Como medida de precaução, as escolas foram fechadas hoje em Ashkelon e em outros lugares em um perímetro de 40 quilômetros de Gaza.

Em 2019, cinco residentes morreram por mísseis lançados do enclave palestino, lembra a porta-voz da prefeitura de Ashkelon, Dana Grinblat.

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