ROMA, 21 JAN (ANSA) – Em meio às tensões entre Estados Unidos e Europa por conta da Groenlândia, os governos de Noruega e Suécia anunciaram que não participarão do controverso Conselho de Paz para a Faixa de Gaza proposto pelo presidente Donald Trump.
O organismo teria como objetivo supervisionar a gestão e a reconstrução do enclave palestino, devastado por dois anos de guerra entre Israel e Hamas, porém seu escopo não se limitaria ao Oriente Médio, o que levantou temores de que Trump estaria tentando criar uma espécie de ONU paralela comandada por ele de forma vitalícia.
“A proposta americana levanta uma série de questões que exigem um diálogo mais aprofundado com os Estados Unidos.
Portanto, a Noruega não aderirá ao Conselho de Paz e não participará da cerimônia de assinatura em Davos”, disse o secretário de Estado de Oslo, Kristoffer Thoner, em mensagem à AFP.
Essa também é a posição declarada pelo premiê da Suécia, Ulf Kristersson, a jornalistas no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Com isso, os dois países nórdicos se juntam à França, que também recusou o convite e foi ameaçada por Trump com possíveis tarifas de 200% contra vinhos.
O presidente dos EUA convidou dezenas de líderes mundiais para o assim chamado Conselho de Paz, porém poucos aceitaram até o momento. Os mais recentes são o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, também foi convidado, mas ainda não respondeu. (ANSA).