O subsecretário de Direitos Humanos do Rio de Janeiro, José Carlos Simonin, foi exonerado nesta quarta-feira. Ele é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, um dos responsáveis pelo estupro de uma menina de 17 anos no bairro de Copacabana, Zona Sul do Rio.
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Em nota, a pasta vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo de Cláudio Castro (PL) afirmou que a exoneração de Simonin foi adotada no âmbito administrativo, “visando resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados”;
“As investigações seguem sob responsabilidade das autoridades competentes. A Pasta reafirma seu compromisso com a dignidade humana e a preservação da vida”, continua o comunicado.
Mais cedo, dois dos suspeitos do crime se entregaram à polícia. São eles: João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, e Mattheus Veríssimo Zoel Martins, da mesma idade.
Além deles, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, foram indiciados por estupro coletivo qualificado e cárcere privado. mas seguem foragidos. Um adolescente de 17 anos, que já havia mantido relacionamento com a vítima, é apontado pela polícia como responsável por ter atraído a jovem ao local do crime.
Clube afasta suspeito após denúncia de estupro
João Gabriel Bertho, suspeito de participar de estupro coletivo, é jogador do Serrano Football Club (Serrano-RJ) e já disputou competições organizadas pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).
Em nota oficial publicado no Instagram, o clube informou que tomou conhecimento do indiciamento e decidiu afastar o suspeito. “Entendemos a gravidade da situação e reforçamos que o clube repudia veementemente qualquer forma de assédio ou violência. O atleta está afastado e seu contrato suspenso. Estamos acompanhando de perto o desenrolar do caso e os desdobramentos da investigação”, diz o comunicado.