SÃO PAULO – O subsecretário do Ministério das Relações Exteriores da Itália, Massimo Dell”Utri, visitou instituições de ensino em São Paulo e se reuniu com diretores, professores, funcionários e alunos da escola Eugenio Montale e do Colégio Dante Alighieri. As duas são as únicas escolas privadas da cidade reconhecidas pelo governo italiano, e o diplomata destacou a excelência da educação italiana no exterior e o genuíno interesse dos estudantes brasileiros pela Itália.
“Foi um encontro particularmente significativo, pois pude vivenciar de perto duas organizações que representam com excelência o valor da educação italiana no mundo. Acima de tudo, impressionou-me a interação com os alunos e o genuíno interesse deles pela Itália”, afirmou o representante diplomático, Massimo Dell”Utri.
De acordo com o subsecretário, os estudantes o questionaram sobre o processo de ingresso e as oportunidades nas universidades italianas. “Considero essa busca fundamental: demonstra que a língua e a cultura italianas não servem apenas para preservar o vínculo com as nossas raízes, mas constituem uma porta de entrada para novas oportunidades acadêmicas e profissionais”, comentou Dell”Utri.
Educação italiana como ponte estratégica
O subsecretário ainda destacou que a difusão do idioma atua como um elo estratégico de transformação na formação dos jovens. As duas unidades visitadas integram o Sistema della Formazione Italiana nel Mondo (SFIM), uma rede por meio da qual o Ministério das Relações Exteriores promove e coordena a presença do sistema educacional italiano no exterior.
A promoção da língua e o suporte pedagógico às instituições e universidades da região também contam com o apoio direto do Departamento de Educação do Consulado Geral da Itália em São Paulo.
Quais escolas italianas existem em São Paulo?
O Eugenio Montale atende alunos da educação infantil ao ensino médio, somando 188 estudantes matriculados. Já o Colégio Dante Alighieri oferece um currículo trilíngue em italiano, português e inglês, contando com 64 alunos no ciclo de paridade.
“São duas experiências distintas, mas unidas pela excelência de ensino e pela capacidade de criar um vínculo concreto entre a Itália e o Brasil. Nossas escolas no exterior não se limitam a ensinar o idioma e a cultura; elas formam jovens abertos ao diálogo intercultural e às oportunidades que nascem desse fortalecimento bilateral”, enfatizou Massimo Dell”Utri.
O subsecretário ainda disse que “promover o italiano pelo mundo significa consolidar um patrimônio cultural e, ao mesmo tempo, construir parcerias que geram formação, cooperação e novos horizontes.
“Quando um jovem brasileiro vislumbra a Itália como destino para seus estudos universitários, a ponte cultural se transforma em uma ponte para o futuro”, concluiu o diplomata. (ANSA)