O STF (Supremo Tribunal Federal) formou, nesta quinta-feira, dia 9, quatro votos a um para que a escolha de um novo governador do Rio de Janeiro ocorra por meio de eleição indireta e com voto secreto na Assembleia Legislativa. Até o momento, três ministros acompanharam o entendimento do ministro Luiz Fux, enquanto Cristiano Zanin divergiu ao defender a realização de eleição direta, com participação popular nas urnas.
+ Dino pede vista e adia julgamento sobre eleição de mandato-tampão no Rio
Seguiram o relator os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia. O placar, no entanto, ainda não está fechado, pois o julgamento foi interrompido após pedido de vista de Flávio Dino. Ainda faltam os votos de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e do presidente da Corte, Edson Fachin.
A discussão ocorre no contexto da saída de Cláudio Castro (PL) do governo fluminense. Para Mendonça, a renúncia não foi inesperada, já que havia conhecimento público de sua intenção de disputar outro cargo, respeitando o prazo legal de desincompatibilização. O ex-governador foi condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, ficando inelegível até 2030.