O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, defendeu nesta quarta-feira (3) sua posição na guerra contra o Irã, depois que o presidente Donald Trump criticou sua recusa inicial em permitir que os americanos usassem bases aéreas britânicas.
“Aviões americanos estão operando a partir de bases britânicas. Essa é a relação especial em ação”, disse Starmer no Parlamento. “Aviões britânicos estão derrubando drones e mísseis para proteger vidas americanas no Oriente Médio a partir de nossas bases conjuntas”, acrescentou.
Starmer afirmou que isso demonstra “a relação especial em ação, compartilhando inteligência todos os dias para manter nosso povo seguro” e disse que “apegar-se às últimas palavras do presidente Trump não é a relação especial”.
Trump declarou na terça-feira que a relação entre Estados Unidos e Reino Unido “já não é o que era” e voltou a criticar Londres horas depois. “Não estamos lidando com Winston Churchill”, afirmou.
“O Reino Unido tem sido muito, muito pouco cooperativo”, disse Trump na Casa Branca, ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz. “Levamos três, quatro dias para descobrir onde podemos pousar”, acrescentou.
Starmer irritou Trump ao se recusar inicialmente a intervir mais ativamente na guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, embora depois tenha autorizado o uso de duas bases britânicas para um “propósito defensivo específico e limitado”.
A chamada relação especial entre os dois aliados da Segunda Guerra Mundial baseia-se na cooperação em defesa e no compartilhamento de inteligência.
Ações militares no Oriente Médio são politicamente sensíveis no Reino Unido desde o criticado apoio do então premiê Tony Blair à invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos em 2003.
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