Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

Nesta quarta-feira (9), Natacha Lopes Silvério, de 28 anos, teve a morte cerebral confirmada. Ela estava internada na Santa Casa de Piracaia, no interior de São Paulo, desde o dia 28 de fevereiro após complicações em uma cirurgia de implante de silicone. A Polícia Civil investiga o médico Pietro Petri e a unidade de saúde. As informações são do G1.

Natacha realizou ao procedimento para colocar duas próteses de 380 ml em um centro cirúrgico dentro do hospital, que foi alugado pelo médico Pietro.

A família da jovem relatou que ela não informou a ninguém sobre a cirurgia e, por isso, estava sem acompanhante. Os familiares ainda disseram que foram comunicados pela equipe da Santa Casa após as complicações.

Os parentes acusam o médico de negligência, pois Natacha sofreu paralisia pulmonar e teria sido abandonada no centro cirúrgico, o que agravou o seu estado de saúde.

No entanto, Pietro negou a acusação e afirmou que a paciente foi socorrida por uma equipe médica da Santa Casa.

“Em detrimento das medicações usadas para a anestesia, ela teve uma paralisia pulmonar. Como estava sem ventilação e não havia médicos, o quadro evoluiu para uma parada cardiorrespiratória. A Natacha permaneceu sozinha sem socorro até que uma médica passou na sala e percebeu. Ela chegou a ser intubada, mas constatou-se uma grave lesão cerebral por causa do tempo sem respiração e os médicos dizem que o quadro é irreversível”, informou o advogado Carlos Henrique da Silva, que representa a família de Natacha.

O delegado Luiz Carlos Ziliotti informou que o caso foi registrado na terça-feira (8) e é investigado pela Polícia Civil.

Imagens da câmera de segurança foram solicitadas e, nesta quinta-feira (10), serão ouvidos os funcionários e a equipe médica da Santa Casa.

O que diz o hospital

Por meio de nota, a unidade de saúde informou que “a responsabilidade pelo acompanhamento da paciente até a sua alta é do médico e equipe que realiza o procedimento, eximindo a Santa Casa de toda e qualquer responsabilidade quanto ao monitoramento e assistência pós cirúrgica”.

O que diz a SBCP

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) informou, por meio de comunicado, que o médico Pietro Petri não é cirurgião plástico.

O G1 entrou em contato com o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) para ter mais detalhes sobre a formação de Pietro, mas não obteve retorno até o momento.