A Polícia Civil informou que o soldador Celso Edgar da Silva, de 29 anos, foi preso na tarde de quarta-feira (1°). Ele é suspeito de ter ateado fogo em Fabrício Alves de Araújo, 45, marido de uma colega de trabalho de uma oficina de Mauá, na Grande São Paulo. O homem morreu depois que teve 80% do corpo queimado.
Por meio de nota enviada à IstoÉ, a corporação informou que Celso foi indiciado e encaminhado à Cadeia Pública de Santo André, onde aguarda pela audiência de custódia.
No último dia 23 de fevereiro, o soldador esperou Fabrício ir buscar a sua esposa no trabalho. Então ele se aproximou do carro, jogou um líquido inflamável e ateou fogo.
Fabrício saiu do veículo com o corpo em chamas e foi socorrido por populares. Ele chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
A esposa de Fabrício, que atua no departamento administrativo da oficina, informou que Celso ficou irritado e reclamou que não havia recebido R$ 150 a mais em seu pagamento por um serviço extra que efetuou.
A mulher afirmou que ele havia combinado isso com o dono da empresa, que não repassou isso para ela. Por conta disso, não depositou o dinheiro extra no salário do soldador.
Ainda segundo ela, depois desse episódio, Celso passou a persegui-la no trabalho.
Um dia, quando Fabrício foi buscá-la, presenciou o soldador sendo hostil com a mulher e foi defendê-la.
Depois, Celso passou de carro pelo casal e proferiu ameaças.
No dia seguinte, cometeu o crime. Agora o soldador deve responder por homicídio doloso (quando há intenção de matar), qualificado por motivo fútil, emprego de fogo e emboscada sem dar chance de defesa para a vítima.