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SP: Diretora de escola investigada por maus-tratos a crianças continua foragida

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Roberta Serme é diretora da Escola Infantil Colmeia Mágica (Crédito: Reprodução)

Roberta Serme, de 40 anos, uma das donas da Escola Infantil Colmeia Mágica, continua foragida da Justiça. A Polícia Civil de São Paulo informou que já vasculhou mais de 12 endereços ligados à diretora da escolinha particular, que fica na capital de São Paulo. As informações são do G1.

A Justiça decretou a prisão temporária de Roberta em 22 de março. Ela é investigada por maus-tratos, tortura e outros crimes contra crianças que aparecem amarradas em vídeos.


Na última quinta-feira (24), a Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica, em São Paulo (SP), foi alvo de um mandado judicial de busca e apreensão. De acordo com a Polícia Civil, os agentes buscaram materiais e objetos que possam ajudar na investigação sobre supostos maus-tratos a crianças no local.

Relembre o caso

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram pelo menos quatro crianças chorando amarradas, com os braços presos por panos, como se estivessem imobilizadas por ‘camisas de força’. Em uma das gravações, as crianças estão dentro de um banheiro, sentadas em cadeirinhas de bebês, no chão, embaixo de uma pia e próximas ao vaso sanitário.

Segundo o advogado da instituição, as crianças que aparecem nos vídeos que circulam nas redes sociais teriam sido colocadas propositalmente nas posições em que são vistas.

“O que a gente acredita é que alguém, que ainda não se sabe exatamente quem e por quê, colocou as crianças naquela disposição, absolutamente inaceitável, embaixo de uma pia, dentro de um banheiro, um local totalmente inapropriado, fez alguns vídeos rápidos e deu um jeito de colocar isso nas redes sociais para tentar prejudicar a escola ou as funcionárias.”

Em depoimento, Roberta negou que tenha amarrado ou mandado alguém amarrar as crianças que aparecem nos vídeos.

Além da diretora, a polícia apura se Fernanda Serme, irmã de Roberta e também proprietária da Colmeia Mágica, era conivente com a situação. Uma das empregadas da escolinha, que trabalharia na limpeza, também é investigada. Segundo o G1, ela foi acusada de cobrir o rosto de uma criança a deixando com dificuldades de respirar