Wilson Serqueira, empresário que fundou a SOVC, plataforma que reúne diversos serviços focados nas classes C, D e E, adotou uma estratégia única quando o coronavírus começou a surgir. Na época, ele também começava um negócio que era um sonho acalentado há 15 anos: oferecer ao público com menor poder aquisitivo, a chance de usufruir de serviços até então disponíveis apenas para as classes A e B.

Contudo, o avanço da pandemia e os muitos procedimentos que começaram, em 2020, a se tornar regras para que o vírus não se espalhasse, embora tenham sido desafiadores, não foram impeditivos para que ele desistisse do negócio, pelo contrário. Serqueira conta que nessa época, na fase inicial da SOVC, todas as normas impostas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para a conter o avanço do vírus, foram seguidas à risca.

Segundo ele, dez dias antes do lockdownn, por exemplo, a empresa já havia se preparado para atender aos procedimentos, os colaboradores já estavam trabalhando em casa, o sistema VOIP (que agiliza a comunicação digital) também havia sido implantado e as necessidades trabalhistas dos funcionários também já vigoravam.

Em relação aos clientes que começavam a chegar, tratativas comerciais continuaram sendo feitas, a empresa conseguiu manter negociações em curso e o equilíbrio financeiro, algo que na época foi um ponto nevrálgico para inúmeras empresas, também se preservou. Tudo isso foi conquistado porque a capacitação dos colaboradores, feita por meio de treinamentos e mentorias, fez com que se mantivessem focados no objetivo principal: construir a empresa, mesmo em meio às dificuldades e incertezas econômicas causadas pela pandemia.

Serqueira lembra ainda que reuniões periódicas foram feitas e assim os processos internos se mantiveram alinhados. E cada um destes fatores fez com que todos os colaboradores fossem mantidos e a dinâmica necessária para erguer a SOVC se mantivesse produtiva. Por sua vez, como fundador da empresa, Serqueira atuava à frente do negócio buscando conexões com parceiros, seguradoras e prestadoras de serviços e assim o projeto foi sendo construído. O processo envolveu etapas como a criação de documentações jurídicas, adoção de regras de compliance, negociações tarifárias e de produtos/serviços que deveriam ter como foco essencial atender aos 4 pilares da empresa: saúde, segurança, lar e bolso.

Focado neste ‘quarteto’ principal, o empresário comandava a ‘construção’ da plataforma que necessitava, sobretudo, de parceiros da tecnologia para que se estruturasse. Além disso, aspectos como branding, construção da marca, identificação de personas, pesquisas de mercado, mapas mentais foram incluídos no processo que levaria à implementação efetiva da SOVC.

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Serqueira destaca ainda que tudo isso aconteceu durante a fase do home office, ou seja, de forma remota, e que quando se concretizou, o período de lockdown já havia acabado e os colaboradores estavam de volta ao formato presencial. Algo que deve ser ressaltado, é que a pior fase da pandemia, na qual o número de óbitos era constante, fez com que as ‘dores’ dos clientes se tornassem mais evidentes.

“Várias situações vieram à tona com a pandemia, o grande número de óbitos mostrou também que a maioria das famílias não tinha como pagar por serviços funerários. A necessidade do home office reuniu as pessoas em casa, o sedentarismo e a má alimentação aumentaram e trouxeram a necessidade de serviços ligados à saúde bucal, ao condicionamento físico, à telemedicina, entre outros. O uso constante do ambiente doméstico também elevou a necessidade de serviços ligados à hidráulica, energia elétrica, informática etc. E estes fatores mostraram ainda mais o quanto estávamos no caminho certo”, salienta.

Assim, diante das evidentes necessidades reveladas pela pandemia, Serqueira junto à sua equipe, conseguiu identificar as muitas lacunas existentes no mercado de serviços e demais benefícios aos quais as classes baixas não tinham acesso.

Serviços como descontos na compra de medicamentos, clube de vantagens com benefícios em mais de 250 estabelecimentos para compra online; capitalização, entre outros, foram incluídos na plataforma e hoje sustentam os pilares citados pelo empresário.

Sobre o fato de que conseguiu construir um negócio diferenciado em plena pandemia, Serqueira afirma: “A SOVC nasceu de um sonho ao qual juntei minha experiência de 15 anos trabalhando neste segmento e sempre pensando em algo assim para o público C, D e E. Mas naquela época não havia tecnologia para isto e nem uma visão do mercado para a necessidade destes destas pessoas.

“Com o desenvolvimento da tecnologia atual, que elevou o consumo online e possibilitou a inclusão de mais pessoas na categoria de consumidoras de serviços, mais meu expertise, mais as conexões que eu tinha no mercado, finalmente conseguimos transformar a SOVC em realidade”, finaliza.


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