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“Sou negra sim”, diz mulher acusada na web de fraudar cotas em concurso da PF

Crédito: Reprodução/ redes sociais

A jovem Glaucielle da Silva Dias, conhecida nas redes sociais como Glau Dias, foi acusada de ter fraudado o sistema de cotas do concurso para agente da Polícia Federal, pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos, da Universidade de Brasília (Cespe/ Cebraspe), em 2018.

Nesta semana, uma foto de Glaucielle no exame de heteroidentificação viralizou nas redes ao lado de imagens atuais da jovem. Na imagem do dia da banca, a mulher aparece com o cabelo cacheado e pele mais escura, o que levantou suspeitas por parte dos internautas, pela imagem ser diferente das postadas recentemente no perfil dela.

De acordo com os advogados de Glaucielle, as imagens que determinaram a cor da candidata foram feitas pelo próprio Cespe. “A banca responsável pelo exame de heteroidentificação era composta por cinco examinadores, todos integrantes de movimentos negros”, aponta a defesa em documento compartilhado nas redes sociais.

Também nas redes, Glaucielle compartilhou um vídeo defendendo que não fraudou o sistema de cotas e que se considera “negra parda”. “Eu sou negra sim. Negro não é só o retinto. Se você sofreu preconceito, sofreu discriminação em algum momento da sua vida, você é sim. Eu nunca vou falar pra mim que sou branca. Eu não sou. Isso seria renegar minha origem. Sou negra parda”, afirmou.

Exoneração

Na última segunda-feira (14), o Diário Oficial da União publicou a exoneração de Glaucielle. No vídeo, a jovem explica que ela mesma pediu o afastamento para se dedicar a uma empresa familiar. A Polícia Federal informou que “apura as circunstâncias do caso”.

Em nota ao G1, o Cespe informou que não tirou fotos no dia da seleção. “O Cebraspe não tira fotos na etapa de heteroidentificação, essa etapa ocorre presencialmente e é gravada em vídeo no momento em que está acontecendo”, explicou.

O órgão disse também que a banca “avalia se o candidato possui características físicas de uma pessoa negra, por meio da verificação da textura dos cabelos e da cor da pele, entre outras”. Ainda segundo o Cespe , o procedimento é feito por pessoas “com experiência em políticas públicas de enfrentamento ao racismo”.

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