Gente

Flechadas

Por que as mulheres se atacam tanto? Semana passada, o vestido – Dior, lindo, por sinal – usado por Bruna Marquezine no casamento de Mariana Ruy Barbosa foi mais comentado (para o mal) que a festa. A estilista da atriz soltou uma declaração atribuindo a polêmica à inveja feminina. “Pessoas crueis, na maioria mulheres!”, escreveu Patricia Zuffa. Antes, foi a apresentadora Luciana Gimenez que mirou sua raiva ao próprio gênero após ser criticada por uma foto nua tendo apenas uma bolsa para tapar o sexo. “Mal amadas. Invejosas. Depois ficam com discursos de ‘feminismo’ etc..”, escreveu. A cantora Anitta, que alfineta no Show das Poderosas dizendo que afrontam as fogosas, “só as que incomodam” e “expulsam as invejosas”, agora reclama que sofre “mais preconceito das mulheres do que dos homens”. Até a funkeira Ludmilla tripudia ao dizer, no hit “Cheguei”, que “a recalcada pira” e a “falsiane conspira”. E depois não entendem porque o ‘time’ masculino sempre ganha.

“SOU LIVRE”
Alexandre Moreira

Depois de quase uma década, a cantora Angela RoRo lança um novo disco, “Selvagem”, pela Biscoito Fino. Aos 67 anos, ela está magra, leva uma vida mais saudável e continua com a mesma voz meio rouca e bela que a tornou famosa. O novo CD tem blues, samba, rock e pop.

Por que “Selvagem”?
É o nome de uma das canções e é contra qualquer repressão, arbitrariedade, autoritarismo. Sou livre, não adianta cortar minha garganta.

De onde veio a inspiração?
Da minha vida pessoal, aliado ao período de repressão mundial.

E a música “Maria da Penha”?
O machismo alcançou um ponto alto de cumplicidade criminosa no Brasil. Estupradores, abusadores, ejaculadores em rostos femininos, todos fora da prisão graças às decisões da justiça, que solta esses tarados.

Vida eterna?

Divulgação

A peça “Agora e na Hora”, que estreia na sexta-feira 20, no Rio, terá Walter Lima Junior assinando a direção do texto em que o jornalista Luis Erlanger debuta como dramaturgo. No elenco, três atores interpretam 13 personagens. André Gonçalves vive o padre que descobre estar com uma doença terminal e resolve rodar a batina antes de bater as botas. “Questionei, entre outras coisas, se um sacerdote, que acredita e prega a vida eterna, permaneceria tão convicto e sereno diante da iminência da própria morte”, explica o autor.

Sagrado

“Não deixe a vida passar em branco”. A frase é o tema da 9ª edição do jantar da ONG Make-A-Wish Brasil, no sábado 21, em São Paulo. O objetivo é arrecadar fundos para ajudar crianças e adolescentes portadores de doenças graves. Rafael Cortez, que fará uma apresentação, disse que o evento “é sagrado” para ele: “Acredito na causa e é uma honra participar.”

De tirar o fôlego

Divulgação

Uma das cenas de maior impacto no espetáculo “Amaluna”, do Cirque du Soleil, em cartaz em São Paulo, é a apresentação lenta e delicada da suiça Lara Jacobs. Baseada no silêncio e gestos calmos — quase o contrário das outras frenéticas apresentações — ela desafia a lei da gravidade ao montar um móbile gigante em que uma costela de folha de palmeira vai sustentando a outra até que 13 elementos estejam suspensos em sua mão. Para chegar a esta performance, Lara treinou vários tipos de dança, como a derva, uma tradição islâmica em que o corpo gira em círculos.

Na China, Dinamarca, Rio e São Paulo

 

A única representante brasileira no festival Wuhzen International Theatre, na China, é Patrícia Selonk, e a peça escolhida é “A Marca da Água”, que ela protagonizou em 2012 e que voltará à cena carioca este mês. Atualmente, a atriz atua em “Hamlet”, no papel do príncipe da Dinamarca, em temporada paulistana.