A senadora Soraya Thronicke (MS) oficializou sua filiação ao PSB na última sexta-feira, dia 3, após deixar o Podemos, um dia antes do encerramento da janela partidária. Com o mandato previsto para terminar em 2027, a política sul-mato-grossense deve buscar a reeleição para o Senado em outubro. Sua mudança partidária ocorreu com o aval do vice-presidente Geraldo Alckmin e visa compor chapa no Mato Grosso do Sul.
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O que aconteceu
- A senadora Soraya Thronicke (MS) filiou-se ao PSB, formalizando a mudança um dia antes do fim da janela partidária, visando a reeleição.
- A migração para o novo partido contou com o apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin, fortalecendo sua chapa no Mato Grosso do Sul.
- Thronicke possui um histórico de quatro trocas partidárias em menos de uma década, tendo concorrido à Presidência da República em 2022.
No Mato Grosso do Sul, Thronicke (PSB) deve formar chapa com o deputado federal Vander Loubet (PT), que buscará pela primeira vez uma vaga no Senado. Este movimento ocorre em um cenário de intensas reconfigurações partidárias em ano eleitoral.
A trajetória política de Soraya Thronicke (PSB) é marcada por uma série de afiliações partidárias. Em 2018, ela foi eleita senadora pelo PSL. Com a posterior fusão do PSL com o DEM, Thronicke integrou o União Brasil a partir de 2021.
Pelo União Brasil, a senadora concorreu à Presidência da República em 2022, alcançando 0,51% dos votos válidos, o que a posicionou como a quinta candidata mais votada. No ano seguinte, em 2023, ela migrou para o Podemos, onde assumiu uma posição de destaque interno no estado. A recente troca para o PSB soma a quarta alteração de partido em menos de dez anos de sua carreira política.
Qual o impacto das trocas partidárias?
A janela partidária é um período crucial para os políticos que buscam realinhar suas estratégias eleitorais, permitindo a mudança de partido sem a perda do mandato. Este ano, o movimento de Thronicke foi um dos últimos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes do fechamento do prazo.