“Ataque a capacetes azuis da ONU mata 2 no Sudão do Sul”

Missão de paz da ONU condena emboscada que deixou sete feridos e considera ato um crime de guerra

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Dois soldados das forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) foram mortos e sete pessoas ficaram feridas em uma emboscada no estado de Jonglei, no Sudão do Sul. O ataque a capacetes azuis da ONU no Sudão do Sul ocorreu quando uma patrulha da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) se dirigia à cidade de Pajut.

A UNMISS condenou veementemente a ação, atribuída a “indivíduos armados não identificados”, e classificou o episódio como um potencial crime de guerra. Tal violência letal contra o pessoal que apoia a paz na região é considerada inaceitável pela organização.

Ataque a capacetes azuis da ONU no Sudão do Sul deixou dois soldados mortos e sete feridos em uma emboscada.

  • A Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) classificou o episódio como um potencial crime de guerra.
  • O país africano, independente desde 2011, enfrenta um conflito interno persistente e busca organizar suas primeiras eleições.

A região de Jonglei, localizada no leste do país africano, é um dos epicentros de um sangrento conflito que opõe forças governamentais a grupos de oposição. A instabilidade dificulta a atuação das missões de paz e humanitárias.

“Tal violência letal contra nosso pessoal, que trabalha para apoiar a paz no Sudão do Sul, é inaceitável”, declarou Anita Kiki Gbeho, representante especial do secretário-geral da ONU e chefe da UNMISS, enfatizando a gravidade do incidente.

Além das duas fatalidades, o ataque resultou em sete feridos. Entre eles, estão três outros integrantes das forças de paz da ONU, dois policiais locais e dois funcionários civis, que também foram atingidos durante a emboscada.

Qual é o contexto do conflito no sudão do sul?

O Sudão do Sul, que conquistou sua independência em 2011, é uma das nações mais jovens, mas também uma das mais pobres e assoladas pela corrupção no mundo. Pouco após sua formação, o país mergulhou em uma devastadora guerra civil.

Embora um acordo de partilha de poder tenha sido alcançado em 2018 para encerrar as principais hostilidades, o pacto tem se deteriorado progressivamente nos últimos anos. Enquanto isso, o governo do presidente Salva Kiir enfrenta o desafio de organizar as primeiras eleições gerais do país, previstas para dezembro, em meio a um cenário de profunda fragilidade e tensão política.

Da IstoÉ com ANSA.