A atriz carioca Sol Miranda, 35 anos, foi convidada para participar do novo longa-metragem do diretor grego Syllas Tzoumerkas “A Thousand Days, A Thousand Nights”, que começa a ser gravado nas ilhas do Dodecaneso, no mar Egeu, região onde o diretor cresceu. O convite veio a partir do premiado “Regra 34”, dirigido por Julia Murat, onde Sol interpreta Simone, protagonista do filme vencedor do Leopardo de Ouro do Festival de Locarno e que concedeu à Sol o Prêmio de melhor interpretação nos Festivais de Huelva e ZineGoak (Espanha) e no brasileiro Mix Brasil Syllas conheceu a obra em um festival em Atenas, logo após a estreia em Locarno.
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Em A Thousand Days, A Thousand Nights, Sol interpreta Ísis, inspirada na deusa de homônima, uma arqueóloga que chega às ilhas na década de 1980, que trabalha como professora assistente em uma universidade americana e participa de uma escavação que resulta na descoberta de uma estátua kouros, uma escultura da Grécia Antiga.
A personagem é descrita como uma espécie de “cidadã do mundo”, uma mulher que construiu sua própria trajetória, viveu em diferentes países, estudou, viajou e criou um caminho próprio fora do lugar onde nasceu.
No contexto da ilha, que naquele momento atravessa profundas transformações, a presença de Ísis representa uma energia nova, mais independente e direta. “Para mim, é um convite muito especial, porque nasce de um encontro artístico a partir do cinema brasileiro e abre uma ponte direta com outra cinematografia”, pontua Sol Miranda.
“Essa é minha primeira participação em um projeto com uma equipe totalmente estrangeira, e saber que esse convite nasceu a partir da exibição em um festival torna tudo ainda mais especial. É a prova de como o cinema brasileiro, quando circula pelo mundo, toca pessoas e abre caminhos que muitas vezes a gente nem imagina”, acrescenta a atriz.
Ao longo do filme, sua relação com Erika, uma jovem mulher da ilha marcada por uma herança familiar violenta, torna-se o centro emocional da narrativa. É através dessa relação que o filme desenvolve muitas das tensões entre tradição e modernidade, pertencimento e deslocamento.
O projeto é uma coprodução internacional entre Grécia, Itália e Chipre, com produção das empresas Homemade Films, Nefertiti Film e Felony Productions, reunindo atores do cinema europeu e moradores das próprias ilhas onde o filme será rodado.
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