Sob o comando de Ancelotti, Brasil mostra desorganização e cai diante dos franceses

Em amistoso nos Estados Unidos, a equipe de Carlo Ancelotti sofreu com a falta de repertório ofensivo e foi superada por 2 a 1, mesmo jogando parte do segundo tempo com um homem a mais

Mbappé, da França, comemora seu gol contra o Brasil durante amistoso nos EUA
Mbappé, da França, comemora seu gol contra o Brasil durante amistoso nos EUA Foto: Estadão Conteúdo

A dúvida sobre como a Seleção Brasileira se comportaria diante das potências europeias foi respondida da pior maneira possível nesta quinta-feira. No Gillette Stadium, em Boston, o Brasil foi derrotado pela França por 2 a 1, em um amistoso que serviu como um “banho de água fria” para as pretensões de Carlo Ancelotti. Com um futebol pobre ofensivamente e erros individuais determinantes, a equipe brasileira foi dominada pela estratégia de Didier Deschamps.

Resumo da partida

  • O craque decidiu: Mbappé abriu o placar com um golaço de cobertura após falha defensiva de Casemiro.

  • Ataque apagado: as estrelas Vini Jr e Raphinha produziram pouco, e o Brasil terminou o primeiro tempo sem chutar a gol.

  • Eficiência francesa: mesmo com um jogador a menos após a expulsão de Upamecano, a França ampliou o placar com Ekitiké.

  • Reação tardia: o zagueiro Bremer marcou o único gol brasileiro, atuando quase como um centroavante nos minutos finais.

O nome do jogo foi Kylian Mbappé. O camisa 10 francês abriu o placar com um golaço de cobertura sobre Ederson, aproveitando um erro de saída de bola de Casemiro. Enquanto a França demonstrava eficiência letal, o quarteto ofensivo brasileiro — formado por Vini Jr, Raphinha, Martinelli e Matheus Cunha — sofria para criar jogadas claras. No primeiro tempo, o Brasil não acertou um único chute no alvo, evidenciando a falta de um articulador que cadenciasse o jogo.

Superioridade mesmo com dez em campo

O cenário parecia favorável ao Brasil quando Upamecano foi expulso no segundo tempo. No entanto, a desorganização brasileira permitiu que a França ampliasse o placar em um contra-ataque fulminante finalizado por Ekitiké, novamente em uma cavadinha sobre o goleiro brasileiro. O gol de honra veio apenas aos 32 minutos da etapa final com o zagueiro Bremer, que ironicamente foi o jogador mais perigoso do ataque brasileiro no fim da partida.

As atuações discretas de Vini Jr e Raphinha, que brilham em seus clubes na Espanha mas parecem acanhados na Seleção, ligam o sinal de alerta. A entrada de Luiz Henrique deu novo fôlego ao time, mas não foi suficiente para evitar o revés. Agora, Ancelotti tem pouco tempo para ajustar o repertório limitado antes do encerramento da Data Fifa contra a Croácia, na próxima terça-feira, em Orlando.