Teste: Moto g100 vai bem na bateria e no desempenho

Teste: Moto g100 vai bem na bateria e no desempenho

Desde o lançamento do primeiro Moto G há dez anos, essa linha de smartphones caiu no gosto dos brasileiros e ajudou a Motorola a se consolidar como segunda no ranking de celulares do Brasil. Nas últimas semanas, a empresa lançou quatro novos modelos da linha: moto G10, moto G30, moto g60 e moto G100. Como a numeração indica, o moto G100 é o mais poderoso da linha G até hoje e, com preço de R$ 3.999, chega no território dos smartphones premium (ou intermediário premium). Os destaques do modelo são a configuração extremamente poderosa e o recurso Ready for, útil para conectar o smartphone a TVs e monitores via HDMI. Confira mais no teste.

Design

É aqui que o moto G100 é um “premium com jeitão de intermediário”. A parte externa do aparelho é feita de plástico, e não de metal ou vidro como em outros smartphones mais caros. O aparelho também não tem tela com bordas arredondadas ou proteção especial contra água ou poeira, itens comuns em competidores ultrapremium. Entrentanto, o visual mais simples e a falta de alguns recursos premium ajudam a reduzir o preço do aparelho em relação a modelos com configuração semelhante. E também tornam o g100 uma opção interessante para quem não liga muito para detalhes visuais e prioriza o desempenho.

Um detalhe do moto g100 é que ele é um dos poucos aparelhos no mercado a ter um leitor de digitais no botão liga/desliga, e não na própria tela ou atrás do smartphone. A posição é um pouco estranha nos primeiros dias de uso, mas com pouco tempo dá para se acostumar e o recurso de detecção da digital funcionou muito bem nos testes. Ainda no corpo do aparelho, vale observar a presença da entrada padrão para fones de ouvido, um item que já não existe mais em outros aparelhos mais caros. Além do liga desliga, o G100 traz o obrigatório botão de volume e, do lado esquerdo, um botão para ativar o Google Assistente.

Configuração

Se o design é de intermediário, a configuração é premium. O aparelho vem com Qualcomm Snapdragon 870, 12 GB de RAM  e 256 GB de armazenamento, uma combinação que garante ótima performance em jogos e aplicativos de modo geral. Já a tela pode ser considerada uma boa tela para um aparelho intermediário. De modo geral, a qualidade da imagem é muito boa, mas não chega ao nível de telas AMOLED usada em aparelhos super premium. Essa diferença, no entanto, na prática só é percebida por usuários muito detalhistas e que já usaram algum smartphone premium por algum tempo.

Além da potência, o aparelho se destaca pela bateria. No teste padrão que rodamos aqui, com vídeo do YouTube em tela cheia e brilho no máximo, ela durou cerca de doze horas, um valor muito bom. No teste do “mundo real”, com uso de apps variados ao longo do dia, durou dois dias, um desempenho muito bom.

Vale notar ainda que o g100 é compatível com 5G, o que certamente encarece o produto em relação a intermediários sem este recurso. O smartphone é compatível com o “5G fake” atualmente disponível em algumas cidades do Brasil (que na verdade usa frequências do 4G para fornecer velocidades maiores) e será compatível também com o 5G “de verdade”, que só deve chegar por aqui mesmo no ano que vem (ou no fim deste ano, sendo mais otimista). Para quem vai investir R$ 4 mil em  um smartphone e possivelmente ficar com ele por alguns anos, é um recurso relevante.

No quesito câmeras, o g100 entrega o que é esperado. Além da câmera principal de 64 MP, há uma ultrawide de 16 MP, um sensor de profundidade e uma abertura de foco automático com laser. Em boas condições de iluminação as fotos de modo geral são ótimas, e mesmo com pouca luz o modo noturno (já tradicional de outros aparelhos da Motorola) entrega fotos com boa qualidade.  O aparelho fica devendo apenas recursos mais sofisticados, como zoom óptico (há apenas digital, de 8x).

Software

Modo Ready for permite conectar o smartphone a monitores // Foto: André Cardozo

Aqui o moto g100 traz o já famoso “Android limpo” da Motorola, com poucos apps extras e modificações visuais. O grande destaque nesta área é o modo Ready for. Com o auxílio de um cabo (comprado separadamente ou em combo com o aparelho), ele conecta o smartphone a TVs e monitores com entradas HDMI. Basta conectar os aparelhos e o recurso é ativado automaticamente. É uma forma fácil de usar o smartphone como PC de emergência ou usar a TV para chamadas com vídeo.

Conclusão

Com a nova linha moto g (que inclui ainda os modelos g10, g30 e g60) a Motorola atinge várias faixas de preço, e o g100 é para quem quer gastar mais. De modo geral, o aparelho é uma opção interessante para quem prioriza bateria e desempenho, e não liga muito para câmeras mirabolantes ou designs mais sofisticados.

Ficha técnica – moto g100

Tela: 6,7 polegadas / Resolução de 10.80 x 2.520 / Taxa de atualização de 90 Hz
Processador: Qualcomm Snapdragon 870
Memória: 12 GB de RAM / 256 GB de armazenamento + entrada para cartão MicroSD
Bateria: 5.000 mAh
Câmeras: Traseiras – Principal de 64 MP / Macro de 16 MP / Sensor de Profundidade de 2 MP // Frontais – Principal de 16 MP / Ultra-wide de 8 MP
Conexões: 4G/5G, NFC, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.1
Sistema: Android 11
Preço: R$ 3.999 (R$ 4.099 com cabo USB-C/HDMI para o recurso Ready for)


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