‘Sistema é nojento’: Oruam sai em defesa da mãe, foragida da Justiça após operação

O cantor afirma que a família está sendo perseguida após a mãe ser apontada como foragida em operação contra o Comando Vermelho

‘Sistema é nojento’: Oruam sai em defesa da mãe, foragida da Justiça após operação
‘Sistema é nojento’: Oruam sai em defesa da mãe, foragida da Justiça após operação Foto: Reprodução/Instagram

O rapper Oruam, 26, saiu em defesa da mãe, Márcia Gama, que passou a ser considerada foragida da Justiça após uma megaoperação realizada contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

Nas redes sociais, o artista afirmou que sua família estaria sendo alvo de perseguição e que o caso estaria sendo usado com fins políticos. Segundo ele, as acusações contra sua mãe seriam uma forma de atingi-lo. “Minha mãe já sofreu muito e não merece passar por isso. Para me atingir, estão atacando o que eu tenho de mais precioso. O sistema é nojento. Só peço que não acreditem em todas essas mentiras sobre a minha família. É ano de eleição e eles são capazes de tudo para conseguir votos”, escreveu em seu perfil no Instagram.

Márcia Gama é esposa de Marcinho VP e mãe do rapper. De acordo com as investigações, ela teria participação na intermediação de interesses do Comando Vermelho fora do sistema prisional.

O próprio Oruam também é considerado foragido após a revogação de seu habeas corpus. A decisão ocorreu depois que a tornozeleira eletrônica utilizada por ele deixou de funcionar em diversas ocasiões por falta de carga. Segundo as autoridades, o equipamento apresentou 28 interrupções em um período de 43 dias, muitas delas durante noites de fim de semana, chegando a ficar desligado por até dez horas.

A defesa do cantor argumenta que os episódios ocorreram por “lapsos” do músico ao carregar o aparelho e afirma que não há indícios de tentativa de fuga. Os advogados destacam ainda que, em 16 situações, a bateria permaneceu descarregada por menos de três horas; em 13 dessas vezes, o problema ocorreu fora do horário de recolhimento domiciliar. A defesa também afirma que 12 episódios aconteceram durante viagens previamente comunicadas às autoridades e que seis ocorreram durante a madrugada ou nas primeiras horas da manhã, período em que Oruam estaria dormindo.