O Exército da Síria ordenou, nesta terça-feira (13), que as forças curdas se retirem de uma área que controlam ao leste de Aleppo, depois de ter expulsado combatentes de dois bairros da cidade em confrontos na semana passada.
A decisão gera temores de novos combates entre as duas partes, em um momento em que o governo sírio busca estender sua autoridade por todo o país e o processo para integrar a administração e as forças curdas ao governo central permanece estagnado.
Em Qamishli, principal cidade curda do nordeste do país, milhares de pessoas protestaram contra a violência em Aleppo.
A televisão estatal síria divulgou um comunicado do Exército com um mapa que declara uma ampla área a leste da cidade de Aleppo como “zona militar fechada” e afirma que “todos os grupos armados nessa área devem se retirar para o leste do rio Eufrates”.
A zona começa nas proximidades de Deir Hafer, cerca de 50 quilômetros ao leste de Aleppo, e se estende até o Eufrates, além de avançar para o sul.
Na segunda-feira, a Síria acusou as Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas por curdos e apoiadas pelos Estados Unidos, de enviar reforços para Deir Hafer e advertiu que, em resposta, também havia deslocado suas próprias tropas para a região.
As FDS são o exército de fato da administração curda semiautônoma e controlam amplas áreas do norte e do nordeste do país, ricas em petróleo.
Um correspondente da AFP viu nesta terça-feira forças governamentais transportando reforços militares, incluindo baterias de defesa aérea e artilharia, em direção a Deir Hafer.
As FDS, no entanto, negaram o deslocamento de seu pessoal nos arredores de Deir Hafer.
O governo sírio assumiu o controle total da cidade de Aleppo durante o fim de semana e evacuou combatentes para áreas controladas por curdos no nordeste do país.
As duas partes se acusam mutuamente de terem iniciado a violência na terça-feira passada, que deixou dezenas de mortos e deslocou dezenas de milhares de pessoas.
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