Síncope vasovagal: especialista explica o que causou desmaio de Ivete Sangalo

Condição da cantora é resultado de uma queda súbita da pressão arterial

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Ivete Sangalo é levada ao hospital após sofrer acidente doméstico. Foto: Reprodução/Instagram.

Ivete Sangalo, 53, teve alta do hospital nesta quinta-feira, 26, após passar um dia internada devido a um desmaio repentino causado por diarreia e desidratação. Pelas redes sociais, Veveta brincou com a situação e tranquilizou os fãs, afirmando que já está bem e irá descansar em casa.

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A artista aproveitou o espaço para explicar que sofreu uma síncope vasovagal, um dos tipos mais comuns de desmaio, por causa da diarreia. “Eu tenho essa predisposição. Você que tem ‘vagovagal’, deixe de ser vagal e vá procurar um médico”, divertiu-se.

Em entrevista à IstoÉ Gente, o especialista em Medicina Intensiva *Niklas Söderberg, do Hospital Ipiranga – unidade pública gerenciada pelo Einstein Hospital Israelita -, explicou que a perda de consciência acontece, comumente, em situações de dor intensa, estresse emocional, calor excessivo, longos períodos em pé ou desidratação — como no caso da baiana, que perdeu líquidos em decorrência do quadro de diarreia.

Nesses casos, há uma queda súbita da pressão arterial e da frequência cardíaca que interrompe o fluxo de sangue no cérebro, causando, assim, o desmaio. O médico ainda destaca que o quadro é benigno na maior parte das ocorrências.

Sintomas 

Apesar de repentino, o desmaio pode ser precedido por alguns sintomas de alerta, como:

  • tontura;
  • fraqueza;
  • visão escurecida ou embaçada;
  • suor frio;
  • náusea;
  • sensação de calor;
  • palidez;
  • zumbido no ouvido.

Esses sinais, que podem durar segundos ou minutos, são fundamentais para o paciente identificar a necessidade de se deitar ou sentar, reduzindo assim as chances de queda.

Tratamento em casos de desmaio devido à desidratação

Söderberg esclarece que quadros como o de Ivete devem ser tratados com reposição de líquidos, correção de possíveis alterações de sais minerais, repouso e prevenção da exposição ao calor. Os pacientes devem ser observados de perto, já que a hidratação pode variar entre oral até a intravenosa, em casos mais sérios.

“Após estabilização, a avaliação médica é fundamental para descartar outras causas e orientar medidas preventivas”, completa.

Síncope vasovagal tem predisposição genética? 

Comum em adolescentes e adultos jovens, a condição pode ocorrer em qualquer idade, inclusive em indivíduos saudáveis.

O médico reforça que, apesar da tendência familiar em certos casos, a síncope não é uma doença genética clássica, mas sim, uma resposta do organismo a estímulos específicos. “Muitas pessoas apresentam apenas episódios isolados ao longo da vida”, finaliza.

*Estagiária sob supervisão

Referências Bibliográficas

*Niklas Söderberg (CRM-SP: 163.350) é gerente médico do Hospital Ipiranga, unidade pública gerenciada pelo Einstein Hospital Israelita. Médico intensivista, com residência em Clínica Médica pelo Hospital Santa Marcelina e em Medicina Intensiva pelo Einstein Hospital Israelita.