Sim. No Brasil o crime compensa; e muito. Ao menos para os amigos da corte

Crédito: Divulgação/STF

(Crédito: Divulgação/STF)


O Brasil não se cansa de espancar os brasileiros. E quando falo em Brasil, refiro-me ao conjunto de pessoas, leis, normas e regras que, em conluio cúmplice, obviamente por interesses comuns, trabalham e prosperam em desfavor e detrimento do tal povo.

Todos já ouviram falar em ‘sistema’, em ‘establishment’, palavras usadas para definir esse estado odiento de coisas que me refiro acima. Bem como já ouviram falar – ou melhor, sentimos na pele – que ‘no Brasil, o crime compensa’. Pois é. Como negar?

Com exceção de Sergio Cabral, o ex-governador do Rio de Janeiro que nos roubou bilhões de reais (sim; bilhões!), qual o figurão político e empresarial que se encontra em cana? Eduardo Cunha, semana passada, foi ao jogo do Flamengo em Brasília.

LAVA JATO

Quando Sergio Moro e os procuradores federais da chamada República de Curitiba decidiram bater de frente com o ‘sistema’, colecionando vitórias jamais antes vistas, mandando para a cadeia criminosos históricos, um sopro de esperança nos fez crer.

Crer na possibilidade de ver o País se livrar da impunidade eterna dos poderosos de Brasília e, talvez, quem sabe?, chegar ao núcleo da usina de toda sorte de desgraça que contamina a sociedade, que é a cúpula central dos Três Poderes da República.

Hoje, como se percebe – tudo como dantes no quartel de Abrantes – temos o mesmo ‘modus operandi’ de sempre, onde os cargos-chave no judiciário operam em prol de seus interesses particulares, blindando e livrando da lei os eternos infratores.

BOLSONARO

Vejam o exemplo do atual presidente da República, que comete crimes – ao menos em tese – em série, e nem sequer é admoestado pelo órgão responsável, a PGR. Ou o Supremo Tribunal Federal, sempre às voltas com seus grupelhos políticos.

Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, aparelhou a esfera mais importante da Justiça e hoje ‘deita e rola’ sobre os escombros da sociedade que banca essa farra toda. Tal como, aliás, sempre se viu nas altas castas dos Poderes, em todas as esferas.

O devoto da cloroquina e sua família sabem que poderão contar, no futuro, com toda a estrutura que ajudaram a montar e a aparelhar durante os anos de poder. Uma vez reis, sempre majestades. Lula da Silva, o meliante de São Bernardo, prova a tese.

LULA

Após ter seus processos anulados pelos supremos togados, não sem antes ter sido colocado em liberdade, o pai dos Ronaldinhos dos Negócios não apenas recuperou o direito de andar pelas ruas, como o direito de fazer novamente tudo o que fez.

Em 2015, Gilmar Mendes, o incansável algoz da Lava Jato e de Sergio Moro, assim se manifestou sobre o lulopetismo: ‘temos de evitar a continuidade de um projeto no qual ladrões de sindicato transformaram o País em um sindicato de ladrões.

Este mesmo senhor, ao lado dos ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, entre outros, liderou a anulação das condenações do líder dos ‘ladrões de sindicatos’, que agora coleciona vitórias em série nas instâncias inferiores do judiciário federal.

IMPUNIDADE

Quem pode duvidar dos atos de Lula da Silva e de todo o bando que assaltou o País durante anos? Quem é capaz de desmentir as provas, os fatos, as testemunhas, os documentos, os réus confessos!!, e os bilhões de reais recuperados pela Lava Jato?

Lula não é inocente. Ao contrário. É culpado e foi devidamente condenado em duas instâncias, e teve suas condenações ratificadas por ao menos onze ministros do STJ e STF, antes do golpe mortal que anulou juridicamente seu passado de crimes.

A garantia dos garantistas conferiu, sim, ao líder de quadrilha, inocência presumida, até o inalcançável ‘trânsito em julgado’ das inúmeras sentenças condenatórias. Mas a inocência moral, a inocência do espelho, essa… jamais!

JUSTIÇA FEDERAL

Uma juíza federal de Brasília, amparada pela decisão do STF, acaba de rejeitar uma nova denúncia contra o chefe dos ‘ladrões de sindicatos’ no caso do sítio de Atibaia; aquele que é – ou foi – dele, sem nunca ter sido (faz-me rir!!).

Como o processo e a condenação anteriores foram completamente anulados, uma nova ação foi proposta pela Procuradoria da República do Distrito Federal – o ‘foro adequado’ atual -, já que a Justiça Federal de Curitiba é incompetente e suspeita.



Reapresentada a denúncia, conforme previsto e esperado, e determinado pelo STF, a magistrada não a aceitou. Segundo sua interpretação, todas as provas colhidas já foram anuladas pelo ato do STF. Logo, se não há provas de crime, não há denúncia.

BYE BYE JUSTIÇA

Após a decisão do Supremo, a chance de o meliante de São Bernardo obter uma nova condenação era menor do que, sei lá, 1%. Idade, recursos, trânsito em julgado, prescrição… Lula jamais veria a cor de uma cela, ainda que uma suíte, outra vez.

Porém, com a decisão de agora, a chance de uma nova condenação – e punição! – passou a ser inferior à chance de Bolsonaro desistir de atacar a democracia. Se os anos de trabalho da Lava Jato não valem mais nada, o que fazer então?

Como apurar tudo novamente? Como investigar, interrogar, conseguir documentos, a partir de Brasília, de tudo o que se passou durante a cleptocracia lulopetista? É uma piada querer nos fazer acreditar que realmente haverá processos efetivos.

FICHA LIMPA, HISTÓRIA SUJA

Lula entrou para a história como o indiscutível líder do maior esquema criminoso de assalto aos cofres públicos de um País no mundo democráctico ocidental. Isso, meu caro leitor, minha cara leitora, não haverá ministro do STF que consiga anular.

Se irá morrer com a ‘ficha limpa’, e isso lhe bastará para ‘descansar em paz’ no colo do capeta, a mim tanto faz, como tanto fez. Se seus filhos – estes não; estes sabem!! – e netos irão acreditar na inocência adquirida pela caneta amiga, é com eles.

No final do (último) dia, o que importará mesmo será dar o último suspiro aliviado e feliz. Se a impunidade no Brasil é imutável e por aqui o crime compensa, que seja então o preço a pagar por quem poderá sorrir naquele último milésimo de segundo, antes de jamais acordar nessa joça de país outra vez.


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Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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