PALERMO, 12 SET (ANSA) – A menos de dois meses para as eleições regionais na Sicília, no sul da Itália, a 5ª Seção Civil do Tribunal de Palermo suspendeu a validade e os efeitos das chamadas “regionais” feitas pelo partido antissistema Movimento Cinco Estrelas (M5S).
Com isso, o candidato “vencedor” das prévias internas, Giancarlo Cancelleri, não poderá ser o escolhido do M5S para a disputa. Os juízes ainda marcaram para o dia 18 de setembro uma nova audiência para as partes atingidas apresentarem suas defesas.
O recurso foi apresentado por Mauro Giulivi, um militante do M5S na região, que foi excluído da lista de candidatos que disputaram as “regionais” por não ter assinado um documento que havia sido enviado pelo partido para poder se candidatar.
O documento seria um texto, segundo o M5S, sobre o cumprimento de códigos éticos. Mas, Giulivi informou que era apenas um contrato com cláusulas que precisavam ser cumpridas em caso de vitória.
Segundo a Justiça, a obrigatoriedade desse documento “não justifica” a exclusão de um nome na disputa, que foi feita de maneira online. (ANSA)