Sheik leva tombo, mas volta

Crédito: Reprodução

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A reunião do presidente Jair Bolsonaro com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi – a ‘meca’ financeira dos Emirados Árabes – teve um quê de vendeta política. Mohammed Bin Zayed Al Nahyan é conhecido do jurídico da Petrobras desde 2014. Os corredores da empresa ainda ecoam a trapalhada da cúpula à época, sobre informe de que um investidor minoritário tinha impetrado ação nos Estados Unidos com pedido de indenização por prejuízos. Era só mais um insatisfeito com a derrocada das ações da Petrobras com a Operação Lava Jato. Mas descobriu-se que se tratava do sheik: Ele perdeu US$ 1 bilhão em ações compradas na Bolsa de Nova York – e foi na comarca da cidade que o príncipe acionou a petroleira, contratando a advogada Teresa Farah, conhecida protetora dos investidores do Oriente. Ex-conselheira de um fundo multibilionário árabe, ela conseguiu um acordo. A promessa de Al Nahyan de que vai reforçar investimentos no Brasil é a dica de que tudo é passado. O príncipe já recebeu a indenização, com juros.

Al Nahyan é conhecido do jurídico da Petrobras desde 2014. Ele perdeu US$ 1 bilhão em ações com a derrocada da petroleira na Operação Lava Jato.

Via sacra nas estradas

A situação é crítica para os fiscais de estradas da ANTT. Áudios mostram a instatisfação da categoria. Reclamam do baixo valor da diária (R$ 200) para cobrir hospedagem e refeições. Há dias, um servidor avisou à agência que dormiu na viatura e vai à Justiça. A ANTT informa que o valor é padrão no Governo e decidido pelo Ministério da Economia.

Agenda Eco: desculpa para passeio

Centenas de autoridades do Brasil – governadores, senadores, deputados e prefeitos – desembarcaram em Glasgow, mesmo sem saber nada da COP 26. Raros foram os cientistas na comitiva oficial de 466 pessoas. Houve representantes de entidades civis e empresários que pagaram suas viagens. Mas o cidadão cobriu a conta da grande maioria. Entre eles, os governadores do Amazonas, Pará e Pernambuco, com respectivas damas. O Brasil não ficou sozinho na vergonha do turismo estatal. O governo de Burkina Faso, um dos menores países da África, pagou a ida de 109 representantes. A Bulgária, um dos exemplos de preservação na Europa, enviou apenas 12.

Refúgio para 48 mil venezuelanos

Ivan Valencia

O Brasil continua a porta da esperança para milhares de imigrantes de 76 nacionalidades já cadastrados. Nos últimos cinco anos foram 53.155 status concedidos, segundo dados do Comitê Nacional para os Refugiados. Todavia, ao contrário de 2019 e 2020, em que o País reconheceu 21.541 e 26.653 pessoas, respectivamente, esse ano foram apenas 2.244 cidadãos até agosto. Desde 2017, conseguiram status 48.475 venezuelanos, seguidos de sírios (2.060), congolenses (648), cubanos (471) e paquistaneses (246). Afegãos são 89, mas o número deve crescer com a imigração desde a ascensão do talebã.

O cofre dos acordos de leniência

O Tesouro já recebeu mais de R$ 900 milhões em 2021 e tem outros R$ 800 milhões garantidos parcelados, de cinco acordos de leniência firmados pela CGU e AGU com envolvidas em ilícitos. São elas: Samsung Heavy Industries; SICPA e CEPTIS; Amec Foster Wheeler; Statkraft  e Rolls-Royce.

Mais da little Holanda

Com a CPI das ONGs ganhando força, sumiu do ar o site Opção Verde, entidade criada por holandeses, que compra florestas desde 2008 na região da rica Coari (AM). Uma ativista holandesa tem em seu nome escrituras de área de 26 km x 86 km. Outro ‘ongeiro’ é do setor de energia. Contrataram advogada em Manaus para lobby, mas ela pulou fora.

Direto para a gaveta

Das 25 petições de impeachment de ministros do STF no Senado, 12 são contra Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos que cercam Bolsonaro e asseclas. Estão numa gaveta da Advocacia do Senado. Além dele, aparece o ministro Luís Roberto Barroso — com quatro pedidos. Ele é alvo da ira de quem questiona a segurança das urnas.

Consórcios de médicos viram uma farra

Romildo de Jesu

Há um setor que lucra muito e entrega tão pouco. A ANS contabiliza, hoje, 9.986 planos de saúde de coparticipação (o cliente paga a mensalidade, e cobre também eventuais consultas, exames e cirurgias). Autorizados com a desculpa de reduzir preços e inadimplências, estão nas mãos de sociedades de médicos nas pequenas cidades, que atendem mal — e a maioria nas instalações do SUS. Sem gente para fiscalizar in loco a máfia, a ANS depende das denúncias. Foram 3.285 reclamações em 2020 e são 3.128 até essa semana. Desde janeiro de 2020, 180 multas foram aplicadas e 34 operadoras liquidadas por irregularidades.

Nos bastidores

Hino na folha de ponto
Art. 40 da lei 5.700 de, 1971, determina que ninguém poderá ser admitido no serviço público sem que demonstre conhecimento do Hino Nacional. Acredita no teste? Eu não.

PO vai ao Senado no DF
Novo presidente do PSD do Distrito Federal, com aval de Gilberto Kassab, o empresário e ex-senador Paulo Octávio vai voltar à política. Apostará na candidatura ao Senado, na única vaga aberta para 2022.

Café & Código Militar
Presidente do STM, o general Luís Mattos visitou Arthur Lira na residência oficial do presidente da Câmara para tratar do avanço do Novo Código de Processo Penal Militar. O Código vigente é de 1969. O relator é o deputado General Peternelli.

Mosaicos da Basílica

A Arquidiocese de Aparecida (SP) contratou uma empresa italiana com os melhores técnicos do mundo para implantar 15 mil m² de mosaicos na fachada da Basílica, com ilustrações de passagens bíblicas.


Sobre o autor

Leandro Mazzini começou a carreira jornalística em 1996. É graduado em Comunicação Social pela FACHA, do Rio de Janeiro, e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. A partir de 2000, passou por ‘Jornal do Brasil’, ‘Agência Rio de Notícias’, ‘Correio do Brasil’, ‘Gazeta Mercantil’ e outros veículos. Assinou o Informe JB de 2007 a 2011, e também foi colunista da Gazeta. Entre 2009 e 2014 apresentou os programas ‘Frente a Frente’ e ‘Tribuna Independente’ (ao vivo) na REDEVIDA de Televisão, em rede, foi comentarista político do telejornal da Vida, na mesma emissora e foi comentarista da Rede Mais/Record TV em MG. Em 2011, lançou a ‘Coluna Esplanada’, reproduzida hoje em mais de 50 jornais de 25 capitais e interior Foi colunista dos portais ‘UOL’ e ‘iG’ desde então, e agora escreve no blog que leva seu sobrenome no portal da ‘Revista Isto É’, onde conta com o trabalho dos jornalistas Walmor Parente e Carolina Freitas, além de correspondentes no Rio e Recife. É também comentarista das rádios ‘JK FM’ em Brasília, ‘Super TUPI’, do Rio, e ‘Rádio Muriaé’.


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