A cantora colombiana Shakira realizou um show histórico neste sábado, 2, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. A apresentação, que reuniu mais de dois milhões de fãs, marcou mais um capítulo memorável na carreira da artista e reforçou o peso simbólico de grandes espetáculos na icônica praia carioca.
Apesar disso, o show de Shakira contou com mais de uma hora de atraso para seu início. De acordo com informações da TV Globo, que transmitiu a apresentação, o atraso teria ocorrido por um “problema familiar” da artista internacional. Mas a demora foi compensada por uma performance com mais de duas horas, muita de troca de roupas, além de duetos com Caetano Veloso, Maria Bethânia, Anitta e Ivete Sangalo.
O que aconteceu
- O show da Shakira em Copacabana reuniu milhões de fãs e foi marcado por intensa energia, celebração da cultura latina e da força feminina.
- A cantora ajustou o repertório, incluindo clássicos e surpresas, e contou com participações especiais de Anitta, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo.
- A performance destacou a potência vocal e a icônica dança de Shakira, além de momentos emotivos com homenagens aos filhos e às mães solteiras.
Energia contagiante de Shakira
A abertura com “La Fuerte” já antecipava o clima do espetáculo: uma faixa eletrônica pulsante que serviu como declaração de intenções. Na sequência, “Girl Like Me” reforçou uma das marcas da noite: a celebração das mulheres, especialmente das latinas.
“Eu não posso acreditar que estou com vocês. Pensar que cheguei aqui com 18 anos… e agora olha isso. A vida é mágica. Não existe coisa melhor do que uma lobinha encontrar sua alcateia brasileira”, disse Shakira, antes de cantar”Empire” e “Inevitable”.
Repertório e a celebração latina
A emoção tomou conta do público quando imagens de seus filhos, Milan e Sasha, surgiram nos telões durante a canção “Acróstico”. Escrita como uma carta de amor para os dois, a faixa transformou o espetáculo em um raro momento de intimidade da artista com sua vida pessoal.
O ritmo ganhou intensidade com o medley de “Copa Vacía”, “La Bicicleta” e “La Tortura”, uma síntese da latinidade que atravessa sua obra. São hits que poderiam sustentar performances inteiras, mas um repertório tão extenso exige concessões de tempo.
Como era esperado, o ápice da dança veio com “Hips Don”t Lie”, quando Shakira voltou a justificar a fama de seus quadris construída ao longo de décadas.
Quais foram as surpresas do setlist?
Para alegria dos fãs, a colombiana inseriu “Loca” e “Can”t Remember to Forget You”, músicas que não são muito frequentes nos setlists dos shows mais recentes.
“No Brasil existem mais de 20 milhões de mães solteiras, eu sou uma delas. Eu dedico esse show a todas elas”, declarou Shakira na introdução de “Soltera”, em um momento de conexão com o público feminino.
Participações especiais e clássicos dos anos 1990
Quando chegou a vez de apresentar Anitta, Shakira a chamou de “rainha”. Essa foi a primeira vez que as duas cantaram juntas ao vivo a canção “Choka Choka”.
Antes da loba, existiu a roqueira de cabelos pretos. Em um show desse porte, era impossível deixar os clássicos dos anos 90 de fora. Foi nesse momento que a cantora apostou na memória afetiva dos fãs, exibindo nos telões imagens do início de sua carreira.
Ela engatou “Pies Descalzos, Sueños Blancos” e “Antología”, em uma versão acústica. A artista até tentou pedir ajuda para o público cantar, mas a resposta da plateia demorou a vir, e o clima esfriou por alguns instantes.
Ter participações especiais em megashows não é novidade. No entanto, a presença de Caetano Veloso e Maria Bethânia pegou o público de surpresa já nos ensaios. Repetindo o Rock in Rio de 2011, Shakira voltou a dividir o palco com Ivete Sangalo cantando “País Tropical”. A baiana, com sua energia característica, transformou a breve participação em um momento de micareta.