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Seul pretende processar Tóquio por descarte de água radioativa


PEQUIM, 15 ABR (ANSA) – O presidente da Coreia do Sul, Moo Jae-in, ordenou nesta quarta-feira (14) aos funcionários do governo que estudem uma forma de abrir um processo contra o Japão no Tribunal Internacional de Direito do Mar por conta da decisão de Tóquio de despejar 1,25 milhão de toneladas de água radioativa tratada da central nuclear de Fukushima no mar.   

Com a iniciativa sendo levada para o júri de Hamburgo, a ideia é suspender legalmente o anúncio feito pelo governo japonês nesta terça-feira (13). Ainda conforme a mídia local, Moon se reuniu com o embaixador do Japão no país, Koichi Aiboshi, e voltou a expressar “grande preocupação” com a decisão, que pode causar mais um desastre na área destruída pela combinação de terremoto e tsunami em 2011.   

A medida gerou fortes críticas de diversos países, especialmente da Coreia do Sul e da China, mas também foi rechaçada por diversas entidades e organizações japonesas, incluindo a forte indústria da pesca local.   

Segundo o presidente da Federação Nacional das Cooperativas de Pesca, Hiroshi Kishi, “a decisão é inaceitável e extremamente decepcionante” e deve “levar a mais um declínio” a indústria local, que fatura apenas 20% do que faturava antes do acidente em 2011.   

Quem também voltou a atacar a decisão do Japão foi um dos porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, que afirmou que o oceano “não é uma lata de lixo do Japão, nem o Pacífico é o esgoto para o país”.   


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“O Japão não pode fazer com que o mundo pague pela maneira como ele trata as suas águas com resíduos nucleares. Os funcionários japoneses dizem que a operação não é perigosa, então que eles bebam a água pura de lá”, atacou Lijian.   

O governo de Yoshihide Suga afirmou que o processo seria seguro e inofensivo, já que a água armazenada será filtrada para remover os isótopos nocivos e diluída.   

Esse líquido provém da chuva, da água usada no resfriamento dos reatores danificados e de fontes subterrâneas. No entanto, algumas das substâncias radioativas não são removíveis e não se sabe o impacto de longo prazo na natureza. (ANSA).   

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