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Setor imobiliário dá a volta por cima, e cenário é atrativo para investimentos

O aumento do teletrabalho, ocasionado pela pandemia, tem aumentado a procura por casas no Brasil.

Crédito: Pixabay

Setor imobiliário dá a volta por cima, e cenário é atrativo para investimentos (Crédito: Pixabay)


A crise econômica atual ocasionada pela pandemia do novo coronavírus está provocando mudanças em muitos aspectos de nossas vidas, grande parte delas relacionadas às nossas preferências residenciais, principalmente porque estamos sendo obrigados a passar mais tempo em casa confinados.

Se no início do surto pandêmico observou-se um mercado de imóveis, preocupados com a diminuição de pessoas em busca da casa própria, hoje o que se vê é que o setor já deu realmente a volta por cima.

Atualmente, a demanda de pessoas querendo comprar terreno para morar não só aumentou, como também cresceu as exigências a respeito das moradias que a população está buscando.

Trabalhar mais em casa, por exemplo, transformou como e onde vivemos. A pandemia também impulsionou a digitalização do setor imobiliário e pode acelerar certas mudanças em outras áreas, como a modernização de casas, apoiando a transição para uma economia mais sustentável.

A crise como promotora do teletrabalho

Além de uma análise de curto prazo de como a economia e o setor imobiliário irão evoluir em 2021, é importante perguntar se, uma vez que esta pandemia passar, voltaremos a uma situação semelhante a antes do choque ou se haverá mudanças substanciais em nossa sociedade e na maneira como vivemos e nos relacionamos.

Essas mudanças podem afetar permanentemente nossos hábitos e preferências de consumo e cobrir um amplo espectro, desde como somos educados ou trabalhamos até como fazemos compras e praticamos esportes, por exemplo.

Embora seja difícil fornecer respostas definitivas a essa pergunta, algumas transformações já estavam em andamento antes da pandemia, que podem ter sido aceleradas pela crise e precipitar uma mudança permanente.

De fato, a crise aumentou o trabalho em casa. Durante a pandemia, aqueles que tiveram a oportunidade preferiram trabalhar no estilo home office para permitir o distanciamento social e evitar viagens desnecessárias.

No entanto, mesmo antes da pandemia, um número crescente de empresas incentivava seus funcionários a trabalhar em casa, criando a infraestrutura necessária para conexões remotas, fornecendo dispositivos móveis aos trabalhadores e oferecendo o treinamento necessário em ferramentas digitais.

Estudos recentes comprovam que, atualmente, aumentou de forma considerável o número de funcionários públicos e privados no Brasil que têm a possibilidade de realizar o seu trabalho à distância, uma percentagem semelhante à das economias mais avançadas, como as da Europa, onde já é mais comum o home office do que aqui no país.

Nesse sentido, é muito provável que trabalhar em casa tenha sido uma das mudanças que já estavam ocorrendo e acabou se acelerando com a crise e tornou o cenário do setor imobiliário ainda mais atrativo para investimentos.

O teletrabalho influencia as preferências dos compradores na escolha de uma casa



O aumento do trabalho remoto tem implicações importantes para o mercado imobiliário, pois afeta diretamente as preferências do comprador em relação à localização da propriedade.

Quem quer comprar casa em condomínio hoje em dia, por exemplo, sabe que pode morar mais longe de seu local de trabalho se tiver que se deslocar menos dias por semana por trabalhar algumas vezes em modo home office, e o tamanho e o layout da casa também mudaram com a busca por moradias maiores, mais versáteis e com diferentes usos do espaço.

Esta transformação tem um impacto que vai além do próprio setor do mercado de imóveis no Brasil, visto que o planejamento urbano, de transportes e dos serviços públicos também terá que se adequar à nova realidade.

Mudanças na forma como trabalhamos já estão afetando o nosso modo de vida e podem ajudar a acelerar a transição econômica para um sistema mais sustentável e ecologicamente correto.

Os compradores estão cada vez mais prestando atenção às questões relacionadas à sustentabilidade das casas e à sua eficiência energética, uma mudança que já estava ocorrendo, mas se acelerou na esteira da pandemia.

A crise também expôs as deficiências de algumas moradias que não atendem aos requisitos mínimos de saúde. A este respeito, a modernização das habitações existentes torna-se mais importante, uma vez que tais propriedades tendem a ser construídas com base em padrões de sustentabilidade diferentes dos outrora exigidos para construções.

Da mesma forma, o longo bloqueio de circulação tornou os consumidores mais apreciativos em ter um terraço ou algum espaço ao ar livre para uso privado, embora ainda não esteja claro se essa mudança na preferência é temporária ou um fenômeno mais persistente caso seja necessário reintroduzir algum medidas de bloqueio devido a novos surtos.

A crise também mostrou que as empresas mais digitalizadas do setor imobiliário estão saindo mais fortes

As empresas que já haviam investido na adoção de novas tecnologias digitais puderam continuar oferecendo seus serviços remotamente, por exemplo, por meio de tours virtuais para quem busca comprar casa em condomínio, por exemplo.

Também foram oferecidas melhores condições aos compradores potenciais, por exemplo, para que pudessem reservar apartamentos por mais tempo do que o normal durante o estado de emergência e sem taxas de cancelamento.

Em muitos casos, a experiência do cliente pode ter melhorado. Quando a pandemia acabar, isso pode levar a mais demandas dos clientes por maior flexibilidade e serviços mais personalizados.

Outro aspecto exposto pela crise do coronavírus é a enorme dificuldade de construir casas e cumprir medidas de distanciamento social no local. Isso se deve em parte à própria natureza da atividade.

Mas também se pode destacar o fato de que o setor da construção está atrasado na adoção de novas tecnologias digitais e na robotização. O número de trabalhadores poderia ser reduzido em sites com processos de produção mais industrializados, onde muitos dos trabalhos especializados são mais automatizados e executados em outro local.

O mercado de aluguel e acessibilidade à habitação

A crise também trouxe mudanças no mercado de locação. Nos últimos anos, o número de apartamentos usados para aluguel de curto prazo para turistas cresceu exponencialmente.

Com o colapso do turismo, essas propriedades ficaram vazias e muitos investidores privados decidiram transferi-las da lista de imóveis para vender para a lista de aluguéis convencionais.

É provável que esse processo se altere à medida que o turismo internacional se recupere, mas pode não ser completamente revertido se os investidores perceberem um risco maior no mercado de curto prazo (por exemplo, retornos mais voláteis).

Numa nota mais negativa, a crise também expôs problemas de acessibilidade habitacional, especialmente entre as pessoas mais vulneráveis que tendem a viver em alojamentos alugados.

Para investidores do setor imobiliário que querem comprar terreno para construir novas moradias, fica então a dica para construções mais sustentáveis.

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