O setor de fintechs, composto por empresas que utilizam a tecnologia para serviços financeiros, cresceu 340% entre 2017 e 2023 na América Latina e no Caribe, e ultrapassa as três mil empresas emergentes, com destaque para o Brasil, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira (20).

Concretamente, o setor passou de 703 empresas em 18 países em 2017 para 3.069 em 26 Estados em 2023, conforme um relatório publicado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a empresa Finnovista no âmbito da quinta reunião anual do FintechLAC, que acontece em Bogotá.

Esse crescimento “se deve à alta demanda dos consumidores financeiros, ao estado da infraestrutura digital financeira e à disponibilidade de uma força de trabalho especializada”, indica o estudo.

O Brasil continua sendo o país da região com o maior número de empreendimentos do setor de fintechs, com 24% do total, seguido por México (20%), Colômbia (13%), e Argentina e Chile (10% cada um).

Os países que mais cresceram nesse âmbito nos últimos dois anos foram o Peru, com 5,3% do número de empresas, seguido do Equador (3%) e da República Dominicana (2,1%).

Este último, juntamente com Peru, Equador, Uruguai, Costa Rica e Guatemala, podem ser considerados mercados emergentes no ecossistema fintech e se desenvolvem “com notável dinamismo”, afirmou o BID em um comunicado.

Em nível regional, o segmento que mais se destaca é o de pagamentos e remessas.

Os empreendimentos de fintechs na América Latina “focam em pessoas e empresas sub-bancarizadas ou desbancarizadas, o que mostra o impacto positivo deste setor na inclusão financeira”, aponta o texto.

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