Setor agrícola seguirá protagonista no Brasil em 2023, diz S&P

SÃO PAULO, 5 MAI (ANSA) – A moeda fraca do Brasil, a sólida demanda global por matérias-primas leves, juntamente com as condições climáticas geralmente favoráveis que impulsionam a produção, “apoiarão a lucratividade do setor de agronegócio doméstico em 2023, apesar do aperto nas condições de financiamento”.   

A afirmação é feita pelo relatório da S&P Global Ratings publicado nesta sexta-feira (5), intitulado “Setor agroalimentar brasileiro comemora boom de exportações”, que destaca que “o Brasil já é o maior exportador mundial de soja, frango, carne bovina e açúcar e espera atingir a primeira posição no comércio de milho em 2022-2023”, de acordo com as estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).   

O documento destaca ainda que o Brasil “está em segundo lugar nas exportações de farelo de soja, óleo de soja e algodão e terceiro em carne suína” e que, embora não haja estimativas do USDA para o etanol, acredita-se que o país seja também o segundo maior exportador de biocombustíveis.   

Segundo o Ministério da Agricultura brasileiro, o setor agroalimentar representou cerca de 47% das exportações totais do Brasil em 2022 e é responsável por um superávit comercial de quase US$ 142 bilhões, que mais do que compensou o déficit de US$80 bilhões em outros setores, resultando um resultando em um superávit geral de aproximadamente US$ 62 bilhões. (ANSA).