O segundo turno das eleições brasileiras, marcado para 25 de outubro, contará com a presença de sete missões internacionais de observação eleitoral. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que destacou a participação de organizações de diferentes regiões do mundo no acompanhamento do processo de votação.
Entre as instituições confirmadas estão a União Europeia, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Parlamento do Mercosul (Parlasul). As delegações terão a missão de observar os procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral, desde os preparativos para a votação até a apuração dos resultados.
Segundo o TSE, a iniciativa faz parte das ações voltadas à transparência e ao aperfeiçoamento do sistema eleitoral brasileiro.
Quais entidades vão observar as eleições?
Além da União Europeia, da OEA e do Parlamento do Mercosul, o segundo turno contará com representantes de outras quatro organizações internacionais.
A relação divulgada pelo TSE inclui o Carter Center, a Liga dos Estados Árabes, a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a União Interamericana de Organismos Eleitorais.
Essas instituições atuam em diferentes iniciativas de cooperação, acompanhamento e intercâmbio de experiências relacionadas à realização de eleições.
As missões de observação eleitoral acompanham procedimentos e registram informações sobre a organização do pleito, respeitando as regras estabelecidas pelas autoridades eleitorais do país anfitrião.
Observadores acompanharão votação e apuração
De acordo com o comunicado do TSE, as delegações internacionais poderão acompanhar diferentes etapas do processo eleitoral.
O trabalho inclui a observação dos preparativos para a votação, da abertura das seções eleitorais, do funcionamento dos locais de votação e da apuração dos resultados.
A presença dessas missões permite que representantes de organismos internacionais conheçam os procedimentos utilizados pela Justiça Eleitoral brasileira e produzam avaliações dentro de suas respectivas metodologias.
O acompanhamento não substitui a atuação das autoridades nacionais responsáveis pela organização, fiscalização e totalização dos votos.
Primeiro turno recebeu representantes de 26 países
A participação de observadores estrangeiros também ocorreu no primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro.
Na ocasião, 62 representantes de 26 países da Ásia, África, Américas e Europa acompanharam diferentes atividades relacionadas ao pleito brasileiro.
Durante a abertura do seminário do Programa de Convidados Internacionais para as Eleições 2026, em 2 de outubro, a diretora de Assuntos Internacionais do TSE, Renata Gil, destacou a importância da observação externa para o fortalecimento das instituições democráticas.
A representante ressaltou que a transparência e a disposição para receber observadores contribuem para a confiança nos processos eleitorais.
Segundo turno terá disputa presidencial e eleições estaduais
Além da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), eleitores de cinco estados e do Distrito Federal voltarão às urnas em 25 de outubro para escolher seus governadores.
A votação ocorrerá nas localidades em que nenhum candidato ao governo estadual obteve a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno.
Com a presença das sete missões internacionais, o TSE pretende ampliar o acompanhamento externo das atividades eleitorais e fortalecer o intercâmbio institucional com organismos dedicados à observação de eleições.