Separatistas vencem eleições regionais na Catalunha

ROMA, 15 FEV (ANSA) – Partidos separatistas venceram mais uma vez as eleições regionais na Catalunha, realizadas no último domingo (14), e planejam dar novo fôlego a seu plano de conquistar a independência em relação à Espanha.   

A legenda mais votada foi o federalista Partido dos Socialistas da Catalunha (23,04%), mas as siglas separatistas terão maioria no Parlamento regional: Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), com 21,31%, Juntos pela Catalunha (JxCAT), com 20,04%, e Candidatura de Unidade Popular (CUP), com 6,67%.   

Juntos, esses três partidos terão 74 dos 135 assentos no poder Legislativo catalão. Essas legendas são as mesmas que patrocinaram o plebiscito separatista de outubro de 2017, quando 90,18% dos participantes votaram pela independência da região, embora o pleito tenha sido boicotado pelos federalistas.   

A consulta popular, considerada inconstitucional por Madri, provocou uma ofensiva do governo e da Justiça da Espanha contra os separatistas catalães, culminando no exílio ou prisão de expoentes da região.   

Entre eles estão o ex-governador Carles Puigdemont (JxCAT), que vive em autoexílio na Bélgica, e o ex-vice-governador Oriol Junqueras (ERC), condenado a 13 anos de prisão por sedição e mau uso de recursos públicos.   

O atual governador interino da Catalunha, Pere Aragonès (ERC), disse nesta segunda-feira (15) que já trabalha para formar um novo gabinete em defesa da autonomia da região. “Nos próximos dias, devemos ser capazes de avançar nas negociações”, declarou.   

Segundo ele, o objetivo é estabelecer um governo “amplo” a favor da “autodeterminação” e da “anistia” para os condenados pelo plebiscito de 2017. “O resultado das urnas permite um governo independentista”, reforçou a líder do JxCAT, Laura Borràs.   

Extrema direita – As eleições regionais de 2021 também marcaram a entrada do partido de extrema direita Vox no Parlamento da Catalunha.   

Fundada em dezembro de 2013, a legenda foi a quarta mais votada, com 7,69% da preferência, conquistando 11 assentos no Legislativo. (ANSA).