Separatista catalão Puigdemont é investigado por ‘terrorismo’

O Supremo Tribunal espanhol anunciou, nesta quinta-feira (29), uma investigação contra o líder independentista catalão Carles Puigdemont por um suposto crime de “terrorismo” ligado a ações promovidas por um grupo separatista denominado Tsunami Democràtic em 2019.

O anúncio desta investigação ocorre no momento em que o governo espanhol e o partido de Puigdemont negociam uma lei de anistia para os separatistas envolvidos na tentativa de secessão da Catalunha em 2017, uma das piores crises políticas na Espanha contemporânea.

A Câmara Criminal do Supremo Tribunal concordou em “abrir um caso para investigar e, se for o caso, processar” o ex-presidente regional catalão e atual eurodeputado Carles Puigdemont “por crimes de terrorismo relacionados com os acontecimentos investigados no caso ‘Tsunami Democràtic'”, indicou o tribunal em comunicado de imprensa.

O tribunal tomou esta decisão ao aceitar o pedido de um juiz da Audiência Nacional, jurisdição responsável pelos casos de terrorismo, que apresentou “os indícios que, na sua opinião, comprovam a participação” de Puigdemont e de outro investigado, Rubén Wagensberg, deputado no Parlamento catalão, “nos fatos investigados”, assinala o texto.

O Supremo Tribunal “não tem dúvidas de que os acontecimentos atribuídos ao ‘Tsunami Democràtic’ enquadram-se no crime de terrorismo”, sublinhou o tribunal, citando como exemplo o bloqueio e tentativa de tomada do aeroporto de Barcelona em um protesto convocado pelo Tsunami Democràtic.

Esta plataforma coordenou os protestos que levaram a bloqueios de estradas ou destruição em Barcelona, e que culminaram, em 2019, na condenação de líderes separatistas a penas de prisão pela tentativa fracassada de independência em 2017.

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