Quatro senadores democratas anunciaram nesta sexta-feira (21) que vão apresentar um projeto de lei contra o fluxo de armas procedentes dos Estados Unidos em todo o continente americano, informou um deles em comunicado.

Essas armas “contribuem substancialmente para a violência das gangues, as violações dos direitos humanos e a instabilidade política”, diz o texto difundido pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o democrata Ben Cardin.

A Lei de Monitoramento Regional de Vendas de Armas nas Américas (ARMAS, na sigla em inglês) transferiria a autoridade sobre armas pequenas do Departamento de Comércio para o Departamento de Estado, pediria um programa interinstitucional para deter o tráfico e melhoraria a supervisão do Congresso, detalha a nota.

Ademais, o congressista democrata Joaquín Castro apresentou um projeto de lei similar na Câmara dos Representantes.

“Do México até Haiti e Equador, as organizações criminosas utilizam armas fabricadas nos Estados Unidos para cometer níveis recorde de violência, alimentando a insegurança em todo o hemisfério e minando os interesses nacionais dos Estados Unidos”, acrescentou Cardin, um dos impulsores do projeto junto com Tim Kaine, Chris Murphy e Dick Durbin.

A Lei Bipartidária de Comunidades Mais Seguras tornou o tráfico de armas de fogo em um crime federal, mas o governo “pode fazer mais para combater os traficantes e garantir que as armas ilegais não acabem nas mãos das gangues e cartéis”, opinou Murphy, citado no comunicado.

O México é um dos países que mais protesta pelo contrabando de armas e processou comerciantes e fabricantes de armas do país vizinho, aos quais responsabiliza pelo comércio ilegal para seu território.

O presidente em fim de mandato Andrés Manuel López Obrador garante que, durante o seu governo, foram confiscadas cerca de 50 mil armas de contrabando, 70% delas provenientes dos Estados Unidos.

O fluxo anual, estimado em aproximadamente 500 mil peças, é uma das razões principais por trás da violência criminal que assola o país, alega o governo mexicano.

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