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Senador Girão se candidata à presidência da CPI da Covid

Senador Girão se candidata à presidência da CPI da Covid

Plenário do Senado


Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) – O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) anunciou nesta segunda-feira sua candidatura à presidência da CPI da Covid no Senado, apesar de acordo já selado entre os integrantes da comissão e as maiores bancadas da Casa em torno do nome do senador Omar Aziz (PSD-AM).

Autor de requerimento que ampliou o objeto de investigação da CPI, como desejava o governo federal na intenção de minimizar o desgaste da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Girão prometeu atuação independente, apesar de ser encarado como um parlamentar governista.

“Não tenho nenhuma indicação na administração pública –seja ela municipal, estadual ou federal– e reafirmo minha total independência ao governo federal. Irei disputar na intenção de atender aos legítimos anseios da sociedade que espera que a CPI tome rumos justos, amplos e com verdadeira independência, investigando governo federal e o repasse de centenas de bilhões de reais aos Estados e municípios. Para isso ocorrer, inevitavelmente dependeremos do perfil dos nomes do presidente e relator”, afirmou.

“A investigação deve ser conduzida de forma justa e imparcial para não acabar em ‘pizza’. O povo não quer palanque político eleitoral para 2022. Aliás, isso seria uma covardia, um desrespeito com a dor das pessoas. A CPI precisa ser muito técnica, e que possa buscar toda verdade e não apenas parte dela”, argumentou o senador.


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A comissão deve ser instalada na próxima quinta-feira, para investigar, além das ações e omissões do governo federal na área da saúde diante da crise do coronavírus, os repasses da União a entes federativos relacionados ao combate à pandemia.

É durante a instalação que os 11 integrantes do colegiado devem eleger o presidente, que, por sua vez, indica um relator. Mas a ocupação desses postos obedece tradicionalmente à regra da proporcionalidade na Casa.

O MDB, por ser a maior bancada, indicou o senador Renan Calheiros (MDB-AL) para a relatoria da CPI, escolha nada favorável ao governo.

Já o PSD, segunda maior bancada, optou por indicar para presidência o senador Omar Aziz, do Amazonas, Estado que no início do ano enfrentou grave crise sanitária com explosão de contaminações de Covid e falta de oxigênio dos hospitais.

Pelo acordo, a vice-presidência fica a cargo do líder da Oposição, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pelo fato de ter sido o autor do requerimento original de criação da CPI.

Um plano de trabalho preparado pela oposição prevê tomar depoimentos do ministro da Economia, Paulo Guedes, da atual e da antiga cúpulas da pasta da Saúde –inclusive o ministro Marcelo Queiroga e o ex-ministro Eduardo Pazuello– e ainda avalia quebrar sigilos de autoridades durante as investigações.

Diante desse desenho pouco favorável, o governo trabalha em algumas frentes para reduzir os riscos a que estará sujeito com a CPI.

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