Senado avança com projeto que usa IA e drones contra o desmatamento

Proposta prevê monitoramento ambiental por satélites, sensores e inteligência artificial, mas exige validação humana para aplicação de sanções

Senado avança com projeto que usa IA e drones contra o desmatamento

Uma comissão do Senado aprovou nesta quarta-feira (4) um projeto que propõe ampliar o uso de inteligência artificial, drones e outras tecnologias na fiscalização ambiental brasileira.

A proposta cria a Política Nacional de Monitoramento e Restauração Ecológica Inteligente e pretende melhorar a identificação de desmatamentos, queimadas e outros danos à natureza.

O texto ainda precisa passar por novas etapas de análise no Congresso Nacional.

Como a tecnologia seria utilizada?

O projeto prevê o uso integrado de satélites, sensores e equipamentos aéreos não tripulados para acompanhar áreas de risco.

Sistemas de inteligência artificial poderiam analisar imagens e informações ambientais, identificando alterações na vegetação e possíveis focos de incêndio.

A tecnologia também seria utilizada em iniciativas de recuperação de áreas degradadas, incluindo o lançamento de sementes por drones.

Decisões não ficariam exclusivamente com máquinas

Um dos pontos do texto estabelece limites ao uso de sistemas automatizados.

Alertas produzidos por inteligência artificial teriam caráter complementar e não poderiam, isoladamente, fundamentar punições sem validação humana.

A proposta também prevê cuidados com dados pessoais e mecanismos de consulta a comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais.

Projeto ainda não virou lei

A matéria segue para análise da Comissão de Meio Ambiente do Senado.

Caso avance no Congresso e seja sancionada, a nova política poderá ampliar o uso de tecnologias digitais na fiscalização e na recuperação ambiental.

A iniciativa busca aproximar inovação tecnológica e preservação da biodiversidade, mas sua aplicação dependerá de regulamentação, recursos e capacidade operacional.

Da IstoÉ