Acompanhe a sessão do Senado que pode afastar Dilma da Presidência

A decisão final sobre o afastamento da presidente Dilma Rousseff só vai ocorrer na manhã desta quinta-feira. Depois de mais de 12 horas de sessão, ainda faltam 25 senadores para discursar no plenário do Senado. A estimativa é de que a votação em si só ocorra após as seis horas da manhã. Dos 45 senadores que já falaram, apenas 9 deles defenderam o governo Dilma. No total, 71 senadores estão inscritos.

A sessão do Senado que deve decidir o afastamento ou não da presidente Dilma Rousseff começou com quase uma hora de atraso nesta quarta-feira (11) e já dura quase 12 horas

O plenário deverá votar o parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), favorável à continuidade do processo por considerar que há indícios de que Dilma praticou crime de responsabilidade.

Sessão dividida

Após a discussão dos senadores, o relator falará também por 15 minutos e depois o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que faz a defesa de Dilma, por mais 15 minutos. A defesa será a última a falar.

Votação

Os senadores votarão no painel eletrônico do Senado e não vão justificar o voto, nem falarão antes de votar. Cada senador pode votar sim, não ou se abster. Após a conclusão da votação, o painel será aberto e o resultado anunciado.

Afastamento

Se os senadores decidirem pela continuidade do processo de impeachment da presidenta, Dilma Rousseff deverá ser afastada por 180 dias. O quórum mínimo para votação é de 41 dos 81 senadores (maioria absoluta). Para que o parecer seja aprovado, é necessário o voto da maioria simples dos senadores presentes – metade mais um. O presidente do Senado só vota em caso de empate.

Publicação

A decisão será publicada no Diário do Senado amanhã (12). Somente após isso e caso o parecer seja admitido, o primeiro-secretário Vicentinho Alves (PR-TO) levará a notificação à presidenta.

Posse

Com um possível afastamento de Dilma, o vice-presidente Michel Temer tomará posse. De acordo com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não há necessidade de nenhuma cerimônia especial, uma vez que Temer já prestou juramento à Constituição junto com Dilma em 1º de janeiro de 2015.