NOVA YORK, 4 SET (ANSA) – O Senado dos Estados Unidos iniciou nesta terça-feira(4) às sabatinas com Brett Kavanaugh, indicado do presidente Donald Trump para assumir a Suprema Corte. Aos 53 anos, Kavanaugh, que deve ser confirmado no cargo, foi apontado por Trump em julho como a melhor opção para a vaga deixada por Anthony Kennedy, que irá se aposentar. Sob juramento, o juiz prometeu não tomar uma decisão baseada em “preferências pessoais e políticas”. Ele será sabatinado por quatro dias. Caso seja aprovado pelo Senado, Kavanaugh poderá mudar a posição da Corte em casos polêmicos como aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo e controle de armas.
A primeira audiência de oito horas foi realizada no Capitólio, em Washington, e teve um início caótico, com a interrupção de diversas manifestantes gritando frases contra o candidato. Do lado de fora da sala, as mulheres usaram vestes vermelhas para retratar a possível ameaça que Kavanaugh representa para os direitos das mulheres. Pelo menos 70 pessoas foram presas. O senador republicano John Cornyn descreveu a cena como “regime da máfia” enquanto que os democratas exigiram um adiamento da sessão. O presidente da sessão, Chuck Grassley, por sua vez, rejeitou o pedido e continuou com a audiência.
Os republicanos defenderam o histórico de Kavanaugh e acusaram os democratas de usarem “táticas assustadoras” para fazer oposição à sua indicação.
Ao fim da audiência, o presidente Donald Trump afirmou que a oposição democrata só quer “infligir dor” ao indicado. “Eles dirão qualquer coisa e só buscam infligir dor e vergonha a um dos juristas mais renomados que já esteve diante do Congresso.
Uma pena!”, escreveu no Twitter.
Para o magnata, “as audiências são uma mostra real de quão mesquinhos, impiedosos que são os do outro lado [democratas]”. Amanhã, os senadores terão sua primeira oportunidade de questionar publicamente Kavanaugh. (ANSA)