O Senado dos Estados Unidos voltou ao trabalho nesta segunda-feira (4) com novas diretrizes sobre o novo coronavírus em um contexto de ansiedade pelo avanço de uma pandemia que deixou mais de 67.000 americanos mortos e dezenas de milhões sem trabalho.
Espera-se que os legisladores, a quem se recomenda o uso de máscaras, abordem as disputas sobre como enfrentar o surto e mitigar seus devastadores impactos econômicos.
Enquanto o Senado, com 100 assentos, se reunia às 19h GMT (16h de Brasília) para uma primeira sessão completa desde 25 de março, a Câmara de Representantes, com 435 membros, optou por não retornar esta semana.
O republicano Kevin McCarthy apoia uma abertura “híbrida” do trabalho da Câmara de Representantes, inclusive os comitês, enquanto Washington e o restante do país discutem como desbloquear o confinamento.
Mas os líderes democratas, que controlam a Câmara baixa, disseram que não, mostrando sua preocupação com a segurança sanitária e lembrando uma advertência do médico do Congresso, que afirmou que a capital dos Estados Unidos ainda não tinha achatado suficientemente a curva de novos casos do coronavírus.
O retorno ao trabalho do Senado se dá após um choque entre os líderes do Congresso e o presidente Donald Trump.
Depois que se informou na semana passada aos legisladores que o departamento médico do Capitólio não poderia fazer exames de detecção de vírus a todos os membros do Congresso, o governo Trump se ofereceu para submetê-los a testes rápidos.
Mas em uma mensagem incomum conjunta da presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, e o líder do Senado, o republicano Mitch Mc Connell, rejeitaram no sábado a oferta, pontualizando que os testes deveriam ser reservados para os cidadãos.
“Ao não querer o teste especial de cinco minutos, o Congresso está dizendo que não é ‘essencial'”, tuitou Trump.
“Em qualquer caso, temos uma grande quantidade de testes e realizamos 6,5 milhões de exames, o que é mais que todos os países do mundo juntos!”, acrescentou.