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Senado da Itália institui comissão contra discurso de ódio


ROMA, 15 ABR (ANSA) – O Senado da Itália formalizou nesta quinta-feira (15) a instituição de uma comissão extraordinária para combater o racismo, o antissemitismo e o discurso de ódio.   

A criação do comitê havia sido aprovada em outubro de 2019, com placar de 151 a zero, além de 98 abstenções (todas de partidos de direita e extrema direita), mas entrou em operação apenas agora.   

A senadora vitalícia Liliana Segre, sobrevivente do campo de extermínio nazista de Auschwitz e autora da proposta, foi eleita para presidir a comissão. “Espero que seja um momento importante para a República, uma vez que a linguagem de ódio é algo que me feriu durante toda a vida”, declarou Segre, de 90 anos de idade.   

Nomeada senadora vitalícia pelo presidente Sergio Mattarella em janeiro de 2018, Segre foi deportada para Auschwitz-Birkenau quando tinha apenas 13 anos. Ao chegar ao campo de extermínio, foi separada do pai, com quem não voltaria mais a se reunir.   

Com o número 75.190 tatuado no braço, Segre fez trabalhos forçados em uma fábrica de munições e, em janeiro de 1945, participou da chamada “marcha da morte”, a transferência de prisioneiros da Polônia para a Alemanha.   


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Ela foi libertada em maio daquele mesmo ano pelo Exército soviético e passou a viver com os avós maternos, os únicos sobreviventes da família. Mais recentemente, começou a andar sob escolta por causa de ameaças antissemitas através das redes sociais.   

“O problema do ódio na internet é tão grande que seguramente atrairá nossa atenção. Não queremos ser uma daquelas comissões que têm apenas esse nome e não fazem nada”, acrescentou Segre.   

A votação no Senado que instituiu o comitê contra o ódio, em 2019, foi boicotada pelo partido conservador Força Itália (FI), de Silvio Berlusconi, e pelas legendas de ultradireita Irmãos da Itália (FdI) e Liga, lideradas, respectivamente, pela deputada Giorgia Meloni e pelo senador Matteo Salvini.   

Na ocasião, Salvini justificou que a Liga é “contra o racismo e o ódio”, mas disse que a comissão poderia ser usada contra o princípio dos “italianos em primeiro lugar”, seu lema de campanha. (ANSA).   

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