O Senado da Flórida aprovou nesta quinta-feira (10) uma lei para limitar o ensino de assuntos raciais em escolas e empresas, dois dias depois de validar um projeto para proibir que os professores abordem em classe temas relacionados à orientação sexual ou identidade de gênero.
O texto foi aprovado pelas duas câmaras estatais, de maioria republicana, e tem que promulgado pelo governador da Flórida, Ron DeSantis, que impulsionou a iniciativa em dezembro.
Esta nova lei proíbe que sejam ensinados em escolas ou em treinamentos de empresas conteúdos que levam uma pessoa a “sentir-se culpada ou angustiada” por ações “cometidas no passado por outros membros de sue mesma raça ou sexo”.
A oposição democrata criticou o texto, afirmando que terá um efeito negativo sobre o ensino da história dos Estados Unidos ao evitar temas como a escravidão.
Esta lei “é uma continuação de uma agenda nacional para apagar a história, porque não queremos que as crianças brancas sintam-se incomodadas com a verdadeira história negra”, declarou nesta quinta-feira o senador negro Shevrin Jones, citado pelo Politico.
O senador republicano Manny Diaz afirmou que o objetivo é “melhorar as conversas nas aulas e nos lugares de trabalho, sem impor responsabilidades a alguém por um ato que não cometeu”, segundo o Miami Herald.
Os legisladores republicanos da Flórida e de outros estados têm como alvo a chamada Teoria Racial Crítica, uma doutrina que propõe estudar o passado escravocrata e de segregação do país como origem do racismo atual.
Este assunto, que não figura no programa escolar na Flórida, havia sido proibido em junho do ano passado pelo Departamento de Educação estadual.
Na terça-feira, o Senado da Flórida aprovou outra lei polêmica para proibir o ensino de assuntos sobre orientação sexual ou identidade de gênero “de uma maneira não apropriada para a idade ou desenvolvimento dos alunos”.