O Dia

Sem tempo a perder na corrida pela liderança

Volante Willian Arão supera a desconfiança da torcida, curte ótima fase no Mengão desde a chegada do técnico Jorge Jesus e diz que deseja ver o time o mais rapidamente possível na ponta do Brasileiro

Nas voltas que o futebol dá, Willian Arão agora está tão por cima a ponto de a torcida do Flamengo lamentar a sua ausência no jogo decisivo contra o Internacional pela Libertadores, quarta-feira, porque vai cumprir suspensão pelo terceiro cartão amarelo. Pelo menos, o volante estará em campo amanhã para outra missão importante: a de tentar assumir a liderança do Campeonato Brasileiro.

Apesar de ainda não ter chegado à metade da competição, o Flamengo tem pressa em ir para o topo da tabela. Afinal, além de embalar no campeonato, poderá administrar a vantagem sobre os principais rivais. Mas, para isso acontecer já amanhã, o Rubro-Negro, com 30 pontos, precisará vencer o Ceará no Castelão e torcer por um tropeço em casa do líder Santos, com 32, diante do Fortaleza, em 14º.

“A gente quer essa liderança o mais rapidamente possível, mas o importante é chegar líder no final, na 38ª rodada. Os confrontos diretos vão ser essenciais, mas pensamos jogo a jogo, passo a passo. Agora é pensar no Ceará e, depois, no Inter”, afirmou Arão.

Como o Santos joga antes, às 16h, o Flamengo, que entrará em campo às 19h, já estará sabendo se poderá assumir a liderança nesta rodada.

Feliz com bom momento

Para Arão, além de ajudar a assumir a liderança, a partida será mais uma para confirmar a boa fase no time. Com o crescimento em campo desde a chegada do técnico Jorge Jesus, o volante vai curtindo a lua de mel com a torcida rubro-negra, que antes queria sua saída e agora lamenta o seu desfalque. Não à toa. Afinal, tornou-se o segundo maior ladrão de bola do time no Brasileiro (31), atrás de Cuéllar (32), e o segundo garçom (4 assistências), perdendo só para Arrascaeta (6).

“Individualmente é muito bom. Todo dia me dedico, me aprimoro. Trabalhamos para chegar na partida e saber que um adversário corta para a esquerda, pedala para um lado… As pessoas acham que viemos aqui para brincar. Isso é treinamento pessoal de cada um”, declarou Arão.

“Jesus nos pede muita intensidade, ajuda. Roubar bola às vezes não é só um contra um. Muitas vezes tem a pressão de outro. É um trabalho em equipe”, completou o volante rubro-negro.