A série britânica “Sem Salvação”, da Netflix, estreou na última terça-feira, 21, e rapidamente alcançou o top 3 das produções mais assistidas no Brasil.
O suspense psicológico, que explora uma seita religiosa fictícia, acompanha a perigosa jornada de emancipação de uma mulher após um encontro revelador com um fugitivo.
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O que aconteceu
A série “Sem Salvação” da Netflix se tornou um sucesso imediato no Brasil, abordando um suspense psicológico sobre uma seita fictícia.
A criadora Julie Gearey inspirou-se em relatos de pessoas que escaparam de seitas reais para desenvolver a trama e os personagens.
A produção explora temas como manipulação psicológica e despertar sexual em um ambiente de controle intenso, refletindo realidades vivenciadas.
Estrelada por Asa Butterfield, conhecido por “Sex Education”, e Christopher Eccleston (“Doctor Who”), a série de seis episódios recebeu avaliações mistas da imprensa especializada. Atualmente, possui 60% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes. O jornal The Guardian, por exemplo, descreveu a série como “um drama previsível que, de forma inexplicável, atraiu grandes talentos”, demonstrando pouco entusiasmo.
“Sem Salvação” é baseada em fatos reais?
A trama central de “Sem Salvação” segue Rosie (Molly Windsor), uma mãe e esposa dedicada que vive em uma comunidade cristã reclusa com o marido, Adam (Butterfield), e a filha. A chegada do misterioso Sam (Fra Fee), um fugitivo com um passado criminoso, faz com que Rosie comece a desconfiar das verdadeiras intenções da comunidade onde mora.
A história foi concebida por Julie Gearey, que revela ter se inspirado em experiências verídicas e relatos envolvendo seitas religiosas reais para criar a série. A roteirista chegou a entrevistar pessoas que conseguiram escapar dessas comunidades para compreender suas realidades.
Em entrevista concedida ao Tudum, Gearey explicou que utilizou tais relatos como inspiração, mas garantiu que nenhum dos personagens é baseado em uma única pessoa. “Era importante garantir [aos entrevistados] que ninguém que fosse assistir à série os reconheceria, e que nós iríamos respeitar e refletir com veracidade a experiência emocional de estar envolvido [em uma seita]”, reforçou a autora.
Os membros do elenco também realizaram suas próprias pesquisas para construir seus personagens. Asa Butterfield, por exemplo, assistiu ao documentário da BBC “Inside the Bruderhof”, que acompanha uma seita radical em Sussex, na Inglaterra, onde o uso de aparelhos de celular e eletricidade é proibido.
“Adam está tentando ser o melhor membro desta seita, para recompensar os sentimentos que esconde dentro de si, que tornam a vida dele mais difícil para ele mesmo processar”, descreve Butterfield sobre seu personagem. “Ele esconde esses sentimentos por baixo da estrutura e do reflexo do que ele acredita ser do melhor devoto.”
Quais assuntos a série explora?
Embora a história seja uma obra de ficção, os assuntos explorados ao longo dos seis episódios refletem diretamente a realidade, o que ajuda a justificar o sucesso de lançamento. A trama discute temas relevantes como manipulação psicológica e emocional e o despertar sexual de uma pessoa mantida em um ambiente de intenso controle.
A autora explica que todos esses elementos abordados na série são retirados de experiências verdadeiras relatadas por pessoas com quem ela teve contato, reforçando o compromisso com a veracidade emocional da narrativa.
Como assistir à série “Sem Salvação”?
“Sem Salvação” possui um total de seis episódios e está disponível integralmente para streaming na Netflix.