Esportes

Seleção de futebol masculino ajusta foco para confronto das quartas em Tóquio


Um divisor de águas. Assim pode ser classificada a partida deste sábado entre a seleção brasileira e o Egito, pelas quartas de final dos Jogos de Tóquio, às 7h, em Saitama. Uma eliminação significa um retorno antecipado e frustrante. Já um triunfo, mantém vivo a chance de defender o ouro olímpico conquistado em 2016. E quem dá o alerta para a importância do confronto é Richarlison, artilheiro da equipe e dono da camisa 10 amarela.

“Temos que estar focados porque agora é vale tudo mesmo. É mata-mata e sabemos que se errarmos, estamos fora. Vamos consertar tudo que tem para arrumar”, afirmou o jogador que se tornou uma espécie de dono do time pelo seu desempenho na competição.

Artilheiro das Olimpíadas com cinco gols em três partidas o jogador, de fato, tem uma postura de líder ao trabalhar o estímulo do elenco. “Aqui temos um grupo forte onde todos os atletas são destaques em seus times. Quem entra no segundo tempo tem nos ajudado muito. No último jogo, por exemplo, dois gols foram feitos após as substituições.”

Mas a declaração do destaque do time tem também um sentido de preocupação, principalmente em relação à atuação da equipe nos jogos contra a Costa do Marfim e a Arábia Saudita. “Acabamos fazendo um primeiro tempo muito abaixo na última partida. E precisamos cuidar disso, melhorar e entrar focado 100%”, comentou.

Essa falta de foco pode se justificar diante do adversário. Apesar de não ter tradição no futebol, os egípcios se classificaram num grupo em que a Argentina acabou eliminada. Outro ponto que merece destaque por parte do rival é o seu sistema defensivo: foi vazado apenas uma vez nesta Olimpíada. “Aqui nós já percebemos como as equipes vêm jogando contra o Brasil. Elas jogam por uma bola. Vimos a dificuldade que é penetrar na defesa adversária.”

Para a partida, o técnico André Jardine deve apostar num time bastante ofensivo para tentar encurralar o Egito na defesa. No último treino, ele permitiu a presença da imprensa somente no início dos trabalhos e depois fez um treino secreto para fazer ajustes.

Na defesa, ele conta com o apoio dos laterais Daniel Alves e Guilherme Arana pelas extremas do campo para surpreender o rival. No meio, Douglas Luiz retorna após cumprir suspensão pelo cartão vermelho diante da Costa do Marfim. No ataque, porém, ele tem algumas dúvidas. Antony pode dar lugar a Malcolm. Reinier é outro atleta que pode ganhar uma chance na armação na vaga de Claudinho.

Sobre ter pela frente uma equipe que nunca conquistou uma medalha olímpica, o treinador usou os jogos da própria seleção brasileira na fase de grupos para mostrar o que pensa do confronto. “Camisa não joga sozinha. As seleções com menos tradições (Costa do Marfim e Arábia Saudita) fizeram jogos tão duros quanto a Alemanha, que foi o nosso adversário de estreia. O que temos de fazer é estudar muito o adversário e focar no nosso espírito de jogo”, disse Jardine.

Veja também
+Deolane Bezerra, viúva de MC Kevin, revela que fez cirurgia na vagina
+ Vídeos mostram pessoas preparando saladas com Cheetos no TikTok
+ Mulher e filho de Schumacher falam sobre saúde do ex-piloto
+ Carvão “gourmet” que não suja as mãos vira meme nas rede sociais; ouça
+ Mãe encontra filho de 2 anos morto com bilhete ao lado ao chegar em casa
+ Agência dos EUA alerta: nunca lave carne de frango crua
+ Passageira agride e arranca dois dentes de aeromoça
+ Gel de babosa na bebida: veja os benefícios
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Yasmin Brunet quebra o silêncio
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago