Países europeus e Japão falam em ajudar a liberar Estreito de Ormuz

Comunicado conjunto não deu detalhes sobre que medidas serão tomadas

Países europeus e Japão falam em ajudar a liberar Estreito de Ormuz

Os governos do Reino Unido, da França, da Alemanha, da Itália, dos Países Baixos e do Japão divulgaram uma declaração conjunta sobre a situação no Estreito de Ormuz. Os seis países afirmaram estar dispostos a ajudar a garantir o fluxo do tráfego marítimo pelo estreito, que foi bloqueado pelo Irã em uma tentativa de impor altos custos aos EUA e ao mercado global.

“Condenamos veementemente os recentes ataques do Irã a embarcações comerciais desarmadas no Golfo, os ataques a infraestruturas civis, incluindo instalações de petróleo e gás, e o fechamento de fato do Estreito de Ormuz pelas forças iranianas”, inicia a declaração. Embora expresse “profunda preocupação com a escalada do conflito”, a declaração não mencionou os Estados Unidos ou Israel nominalmente.

“Manifestamos nossa disposição de contribuir com esforços adequados para garantir a passagem segura pelo estreito“, escreveram os países. “Acolhemos com satisfação o compromisso das nações que estão envolvidas no planejamento preparatório. A segurança marítima e a liberdade de navegação beneficiam todos os países. Apelamos a todos os Estados para que respeitem o direito internacional e defendam os princípios fundamentais da prosperidade e da segurança internacionais”, completaram.

Não ficou imediatamente claro de que forma os países garantirão a navegação no Golfo. O presidente dos EUA, Donald Trump, tem apelado aos aliados para que prestem apoio militar em Ormuz, algo que havia sido negado por diversos países. O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, negou repetidamente se juntar a um esforço militar no Golfo. Com a rejeição, o americano chegou a indicar que não mais precisaria do apoio da Otan para a tarefa.