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Segundo maior do mundo, radiotelescópio de Arecibo desaba

ROMA, 2 DEZ (ANSA) – Após meses de deterioração e de ter sido desativado por questões de segurança, o radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, desabou de vez nesta terça-feira (1º) com a queda da plataforma de mais de 900 toneladas que abrigava o telescópio.   

O equipamento central da estrutura, que ficava pendurado a 120 metros de altura e tinha 305 metros de diâmetro, caiu em cima dos pratos refletores colocando fim aos 57 anos de serviços prestados pelo radiotelescópio para a astronomia mundial.   

A Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NSF), que geria toda a estrutura, confirmou a informação e destacou que ninguém ficou ferido com o desabamento.   

Em agosto, um cabo já havia se rompido, estragando parte das placas laterais e foi cogitado fazer os trabalhos de recuperação. No entanto, em novembro, outro cabo se rompeu, evidenciando que haviam diversos problemas estruturais. Após as análises de engenheiros, considerou-se que uma reconstrução das partes afetadas colocaria a vida dos trabalhadores em risco. Por isso, decidiu-se pela desativação do ponto histórico.   

Agora, conforme informou a NSF, está sendo feita uma análise nos laboratórios que fazem parte do complexo para que os trabalhos nas áreas científicas e educacionais possam ser retomados com segurança o quanto antes.   


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Construído na década de 1960 e inaugurado em 1963, o radiotelescópio de Arecibo ficou famoso mundialmente por diversos motivos: dos técnicos aos cinematográficos, sendo parte do cenário de “007 contra GoldenEye” (1995) e do filme “Contato” (1997).   

Segundo maior do mundo, o radiotelescópio tem a vantagem de funcionar 24 horas por dia, mesmo em dias nublados ou com chuvas, e permitia que qualquer cientista do mundo pudesse reservar um horário para utilizar a estrutura para seus estudos.   

Ele era considerado o mais potente dos radares para a observação dos asteroides pela Nasa.   

O equipamento também ficou muito famoso por sua busca por vida extraterrestre, entrando também no imaginário de inúmeras pessoas ao redor do planeta. O local recebia cerca de 90 mil visitantes todos os anos, além de permitir aulas para crianças e adolescentes de Porto Rico.   

A causa do rompimento dos cabos ainda é desconhecida, mas pode ser reflexo dos problemas estruturais, como a falta de investimentos e de mau uso de dinheiro público, enfrentados pelo território dos EUA nos últimos anos. Isso porque, durante seus 57 anos de funcionamento, ele resistiu a inúmeros furacões, terremotos e eventos climáticos extremos com pouquíssimos danos.   

(ANSA).   

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