Seguindo a máxima bolsonarista: ema, ema, ema, cada um com seu problema

Seguindo a máxima bolsonarista: ema, ema, ema, cada um com seu problema

Particularmente, tô nem aí para a saúde deste sujeito. Afinal, todos morrem um dia, e eu não sou coveiro, pô! Aliás, um baita de um ‘mimimi’ esse negócio de obstrução intestinal. Quem é atleta de verdade não sente essas frescuras de gay, não.

Além do mais, milhões de brasileiros passam oito, dez horas em filas intermináveis nos hospitais públicos. O cara está em SP, em um dos melhores hospitais do País, deitado, sendo alimentado adequadamente, à espera de um médico espetacular, que está sendo ‘resgatado’ de jatinho da FAB, no Caribe, às custas dos miseráveis brasileiros.


Aliás, é coisa de maricas isso aí, talquei! Macho que é macho abre o bucho com qualquer um. Por que esse negócio de ‘médico de primeira’? O verdugo do Planalto não é gente do povo, que come pastel em frente a boteco de praia, sentado em cadeira de plástico? Não é ‘gente como a gente’, que não vive de mamata com o dinheiro público?

E tem mais: se morrer, morreu! Jair Bolsonaro, o patriarca do clã das rachadinhas, tem uma doença grave, e se for operado inadequadamente por um ‘açougueiro’ qualquer, apenas terá sua vida abreviada em algumas semanas ou meses. E daí? É idoso, pô.

O amigão do Queiroz não merece solidariedade alguma. Muito menos empatia e respeito, já que não os tem por ninguém. Ao contrário. Além de falar algumas das barbaridades que – de forma irônica – reproduzi acima, ele simplesmente ignora o sofrimento da população carente do Brasil e não esboça qualquer sentimento a respeito.

Inclusive, acho que deveria ser operado pelo Dr. Marcelo ‘Dedo do Meio’ Queiroga, auxiliado pelo General Eduardo Pazuello, especialista em logística que não diferencia o hemisfério sul do norte. Afinal, são exímios em cuidar da saúde dos brasileiros. Imagino o que não fariam pelo ‘mito’.

Michelle Bolsonaro, primeira-dama que recebeu 90 mil reais em cheques de milicianos – até hoje não explicados!! -, disse sobre a facada de 2018 e suas consequências: ‘sequelas que levaremos para o resto de nossas vidas’. Tem toda razão. Inclua o Brasil nessa.






Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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