Em Cartaz

Segredos do boa-vida maior

Filme retrata a trajetória de Jorginho Guinle, que viveu 88 anos sem trabalhar — e, por isso, se divertiu como ninguém

Crédito: Divulgação

BALCÃO Mariozinho Oliveira (Evandro Mancini) e Jorginho Guinle (Saulo Segreto) no Copacabana Palace; no destaque, o Jorginho Guinle real: azarando as hóspedes (Crédito: Divulgação)

Jorge Guinle (1916-2004) ficou famoso por nunca ter trabalhado. Mas, além de sintetizar a figura do playboy conquistador de estrelas do cinema, o herdeiro de uma família de exportadores de café e proprietária do hotel Copacabana Palace possuía outras qualidades. As faces ocultas de Jorginho são o tema do longa-metragem “Jorge Guinle — Só se vive uma vez”, com o estreante Saulo Segreto no papel principal. “Jorginho encarnou um estilo de vida da elite que não existe mais”, afirma o diretor Otávio Escobar. “Tento mostrar como o Brasil mudou em apenas um século.” A mulher e suas promessas de felicidade ocuparam as atenções de Jorginho. Elas o incentivavam a refletir sobre a existência e a música, em especial o jazz. Foi grande frasista. Um caso com Marilyn Monroe inspirou-o: “Se a vida é uma viagem, o importante é ir de primeira classe”. Torrou o dinheiro em champanhe e caviar. “Ultrapassei meu prazo de validade”, disse. “Acabou o dinheiro… e ainda estou aqui!” Queria que seu epitáfio fosse “Aqui jazz”. Morreu numa suíte do Copa, saboreando estrogonofe de frango e vídeos de jazz. Estreia em 21/3.