Cubanos invadem e queimam sede do Partido Comunista em protesto contra apagões

Manifestantes em Ciego de Ávila destroem documentos e móveis após fim do envio de petróleo venezuelano

Um motorista de bicitáxi conversa com um homem em uma rua de Cuba.
Um motorista de bicitáxi conversa com um homem em uma rua de Cuba. 13 de março de 2026. Foto: REUTERS/Norlys Perez

Várias pessoas assaltaram na madrugada deste sábado, 14, uma sede do Partido Comunista cubano na província de Ciego de Ávila, a cerca de 460 quilômetros de Havana, em protesto contra os prolongados apagões e a falta de alimentos.

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Cuba, com 9,6 milhões de habitantes, enfrenta uma forte crise econômica, agravada pela brusca suspensão, em janeiro, do fornecimento de petróleo pela Venezuela, após a queda de Nicolás Maduro em uma intervenção militar dos Estados Unidos, e pelo bloqueio petrolífero que Washington impõe à ilha.

À medida que se agrava a escassez de combustível e de produtos básicos, e se prolongam os cortes de eletricidade, muitos cubanos expressam seu descontentamento público com protestos noturnos, que na maioria dos casos se reduzem a panelas batidas na via pública ou do interior de suas casas.

Os protestos ocorreram no município de Morón e, segundo vídeos que circulam nas redes sociais, vários manifestantes invadiram o prédio do Partido Comunista e retiraram documentos, computadores e móveis, que posteriormente queimaram na rua.

Um breve relatório do jornal provincial Invasor, que confirma os protestos, o assalto à instituição governamental e a queima de bens na via pública, informou que, como resultado desses “atos de vandalismo”, cinco pessoas foram detidas.