Secretário de SP defende adiamento de festas: ‘Comemorar 100 mil mortos?’

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo
João Gabbardo, coordenador executivo do Comitê Foto: Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo

O secretário-executivo do Centro de Contingência do combate ao Coronavírus, João Gabbardo Reis, defendeu neste domingo (26) o adiamento das festas em São Paulo. Em entrevista à GloboNews, o secretário disse que não há o que comemorar ao final deste ano.

“Eu pergunto: qual seria o sentido de fazermos eventos comemorativos ao final deste ano? Comemorar o quê? Cem mil mortos? 120 mil mortos que a gente poderá ter até o final do ano?”, questionou.

Para Gabbardo, este ano é de reflexão. “Eu duvido que alguma empresa queira colocar o nome para patrocinar um evento que, no meu entendimento, não tem o menor sentido. Não temos que comemorar nada esse ano, é um ano de reflexão. É um ano que a gente precisa ainda chorar as perdas que nós tivemos e não um ano de comemoração.”

Ainda de acordo com o secretário, não é possível definir uma data para o Carnaval de 2021. “Não tem como definir a data porque isso vai depender do cenário epidemiológico. Não tem a menor condição de nós termos um evento em que haja aglomeração de pessoas enquanto estivermos em uma fase de crescimento da epidemia. Isso é impensável”.

No último dia 17, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou o cancelamento do Réveillon na Avenida Paulista. O evento de virada de ano atraiu 2 milhões de pessoas na última edição. Covas afirmou que tanto a Prefeitura quanto o governo do Estado e os técnicos da Vigilância Sanitária consideram “muito temerário” a realização de um evento desse porte.